Estado Maior

Maioria de senadores do Maranhão preferiu não investigar denúncias de corrupção no MEC

Dos três senadores, dois decidiram não assinar o requerimento para criação da CPI do MEC; Roberto Rocha e Weverton Rocha evitam justificar posição contrária a investigação.

Ipolítica

Roberto Rocha e Weverton Rochanão assinaram requerimento para criação de CPI do MEC
Roberto Rocha e Weverton Rochanão assinaram requerimento para criação de CPI do MEC (Matheus Soares)

O tema corrupção é sempre recorrente no Brasil. Educação e Saúde – que têm maiores orçamentos em qualquer instância do país – são quase sempre os “alvos” dos desvios. Assim é possível se acompanhar no Ministério da Educação quando estava sob a direção de Milton Ribeiro.

Uma relação – segundo a Polícia Federal – de desvio de recursos públicos e agraciamento de favores por meio de pastores evangélicos.

As denúncias existem e uma investigação está em curso.

Uma outra investigação pode ter início: senadores de oposição ao governo federal protocolaram requerimento com o pedido de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar possíveis condutas erradas do ex-ministro e aliados seus.

A CPI já pode ser criada – porque teve 30 assinaturas entre os 81 senadores. A comissão pode acontecer, mas não foi pela vontade de dois maranhenses: os senadores Weverton Rocha (PDT) e Roberto Rocha (PTB). Os Rochas, entre os três senadores do Maranhão, não concordam com a investigação.

No caso de Roberto Rocha, ele diz ser política a CPI. Weverton Rocha prefere o silêncio até porque a primeira vez que se falou em CPI do MEC, o pedetista teria assinado o requerimento.

Mas a preocupação dos “Rochas” é não desagradar o presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros aliados no Senado como o filho do presidente, Flávio Bolsonaro (PL). E por que não desagradar? Questões políticas eleitorais, puramente.

Não importa uma das funções para qual foram eleitos que é fiscalizar o Poder Executivo na aplicação do recurso público. Não importa se houve prejuízos a crianças em várias partes do Brasil. Não importa o quão o futuro de brasileiros possam ter sido comprometido. As eleições são mais importantes para os dois senadores.

Resta saber se a posição de agora dos senadores não possa influenciar diretamente na manifestação da população nas urnas eletrônicas.

Sem fundamento

Além de não assinar a CPI do MEC, os “Rochas” contam com seus aliados para tentar desqualificar a senadora Eliziane Gama (Cidadania) que assinou o pedido de criação da comissão.

E a relação que estão fazendo é rasa. A senadora é criticada por ser evangélica e assinar uma CPI que vai investigar pastores evangélicos.

O fato é que ela preferiu apoiar uma investigação sobre acusações de corrupção contra ex-membros do governo e assim desempenhar uma das funções pela qual ela jurou ao ser empossada no Senado.

Crítica

E a posição de Eliziane Gama – que tem posição política claramente – foi elogiada pelo ex-governador Flávio Dino (PSB).

O socialista além de parabenizar Gama pela assinatura para criar a CPI, também fez críticas aos seus senadores adversários no Maranhão.

Ele acusou os “Rochas” de serem “cúmplices ou sócios de ladrões de dinheiro federal da Merenda Escolar”.

Combustíveis

Enquanto Eliziane Gama se dedica à CPI do MEC, o senador Weverton Rocha decidiu atacar em outra frente. 

Nesta terça-feira, 28, o pedetista usou as redes sociais para parabenizar o governador de São Paulo pelo anúncio de redução da alíquota do ICMS dos combustíveis no estado.

Claro que a posição de Weverton Rocha é uma indireta para o adversário Carlos Brandão (PSB), cujo governo ainda não disse nada sobre a possibilidade de redução do imposto para ajudar o valor do combustível abaixar.

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