Estado Maior

Mesmo com possibilidade de aliança com governo, Roberto Rocha filia filho no PL

Senador do PTB e presidente da legenda no Maranhão decidiu não ter nominatas para as disputas proporcionais este ano e conseguiu filiar o ex-vereador Roberto Rocha Júnior no PL de Josimar de Maranhãozinho

Imirante

- Atualizada em 12/04/2022 às 14h36
Roberto Rocha pressionou em Brasília e conseguiu filiar o filho, Roberto Júnior, no PL de Josimar de Maranhãozinho que deve se aliar a Carlos Brandão
Roberto Rocha pressionou em Brasília e conseguiu filiar o filho, Roberto Júnior, no PL de Josimar de Maranhãozinho que deve se aliar a Carlos Brandão (Roberto Rocha)

SÃO LUÍS - É aguardada ainda a adesão do deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) à pré-candidatura à reeleição do governador Carlos Brandão (PSB). E a real possibilidade não fez com que o senador Roberto Rocha (PTB) deixasse de conseguir filiar o filho, ex-vereador Roberto Júnior, no PL para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados.

Então, o cenário que se desenha é que ficará na mesma coligação de Brandão o filho do senador que é um dos nomes da oposição ao Palácio dos Leões. Não pesou a possibilidade de composição com os governistas.

A ida de Roberto Júnior ocorreu depois que o pai se filiou ao PTB. Antes de ingressar no PL, o ex-vereador estava nos quadros do PTB e, por lá, disputaria o mandato de deputado federal.

Mas entre as idas e vindas de comando da sigla passando por Lahesio Bonfim (PSC) e depois por Roberto Rocha, o PTB ficou sem quadros bons e impossibilitado de ter chapas para a Assembleia Legislativa e para a Câmara dos Deputados que poderiam ser competitivas.

Vendo que o partido estava minguado e sem tempo de alavancar, Rocha decidiu não ter nominatas para as disputas proporcionais. Ocorreu em Brasília e conseguiu, na pressão, filiar o filho no PL, mesmo partido do presidente Jair Bolsonaro.

Roberto Júnior está na nominata que tem o próprio Josimar, a deputada estadual Detinha e os federais Júnior Lourenço e Pastor Gil. 

Resta saber se com uma dupla identidade do PL no Maranhão, o ex-vereador e seu pai conseguirão ligar a imagem dos dois a Bolsonaro como eles esperam.

Fundo pesou

A decisão de não saber ter chapas para as disputas proporcionais teve o peso também do fundo eleitoral.

O PTB não tem um grande fundo eleitoral ou, pelo menos, suficiente para conseguir bancar candidaturas a deputado estadual e federal.

Somente com a chapa majoritária, Roberto Rocha poderá concentrar os valores que receberá do fundo em sua candidatura, que pode ser a reeleição para o Senado.

Alerta ligado

As informações sobre a destinação de emendas do orçamento secreto para o Maranhão sempre deixa senadores e deputados federais com sinal de alerta ligado.

Duas empreiteiras com previsão de receber mais de R$ 600 milhões do orçamento secreto por meio de contratos para pavimentação estão sediadas em Imperatriz.

Há suspeita de fraude na licitação. Como a verba vem por meio da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), sabe-se que a destinação das emendas entre os maranhenses é multipartidária.

Visita

Para consolidar a aliança pós deixar o foguete de Weverton Rocha (PDT), o presidente da Assembleia Legislativa, Othelino Neto (PCdoB), e a senadora Eliziane Gama (Cidadania) foram visitar o governador Carlos Brandão no Palácio dos Leões.

Deixa forma, além das manifestações nas redes sociais do deputado e da senadora, agora a aliança é fechada por meio da tradicional foto com mãos dadas.

A manifestação de apoio, no entanto, tem constrangido tanto Othelino quanto Eliziane. Eles ainda tentam convencer que a decisão de deixar o senador pedetista foi em nome da unidade do grupo de Flávio Dino.

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