Estado Maior

Carlos Brandão vai precisar equilibrar gestão com campanha

Novo na “arte” de governar o Maranhão, o governador não pode descuidar de sua gestão e nem esquecer de sua campanha em 2022.

Imirante

Carlos Brandão temo desafio de equilibrar o papel de gestor e candidato ao governo
Carlos Brandão temo desafio de equilibrar o papel de gestor e candidato ao governo (Divulgação)

O governador Carlos Brandão (PSB) já anunciou quase toda a sua equipe do primeiro escalão. São eles que terão a missão de tocar o governo pelos próximos oito meses. E neste período, talvez o mais complicado seja a campanha eleitoral que vai consumir boa parte deste tempo de muitos dos secretários que foram nomeados nesta semana.

Brandão tem a vantagem eleitoral de estar sentado na cadeira principal do Palácio dos Leões. A força da caneta é reconhecida por todos que estão na disputa. Mas nem tudo são flores para quem vai disputar a reeleição.

Novo na “arte” de governar, Carlos Brandão terá que dividir seu tempo entre gerir o estado e fazer campanha eleitoral. Isto significa que, se ele não conseguir equilibrar as duas situações, pode deixar um dos dois lados desguarnecido.

Logo, se a dedicação maior for a campanha, o novo governador pode deixar a peteca cair em sua gestão e desagradar a população. Se acabar de voltando mais para os afazeres do Palácio dos Leões, sua campanha pode ficar prejudicada.

Como busca a reeleição, o socialista terá que mostrar para a população que tem condições de ampliar de oito meses para mais quatro anos de governo. Para além do discurso de manter o que vinha sendo feito e a força da caneta do Poder Executivo na campanha, Brandão vai precisar sim mostrar que tem um diferencial e convencer a população de que é a melhor opção.

De volta ao alto escalão

Dos nomes já anunciado por Carlos Brandão para sua equipe de governo, três chamam atenção: Luís Fernando Silva (Planejamento), Zé Reinaldo Tavares (Programas Estratégicos) e Sebastião Madeira (Casa Civil).

Eles faziam parte da “velha política” que tanto Flávio Dino (PSB) criticou desde 2010 passando pela campanha de 20214 e também de 2018.

No caso de Zé Reinaldo, apesar de ter sido o padrinho político de Dino, foi escanteado e chegou a ser de outro campo político diferente do ex-governador.

Secretários amigos

Os três, no entanto, já estavam na gestão de Flávio Dino desde que a decisão do socialista foi pela candidatura de Carlos Brandão.

Madeira, Luís Fernando e Zé Reinaldo, por sinal, são amigos antigos do novo governador. Eles foram as poucas exigências que Brandão fez na época em que ele ainda era vice-governador.

Recados I

O vereador Paulo Victor (PCdoB) foi aclamado presidente da Câmara Municipal de São Luís na manhã da segunda-feira, 4.

Ele nem bem acabou a sessão e conseguiu organizar um cortejo de vereadores saindo do Legislativo para o Palácio dos Leões.

Os vereadores foram recebidos pelo governador Carlos Brandão. O gesto, claro, é uma demonstração dos parlamentares para o prefeito Eduardo Braide (sem partido), que não estabelece qualquer tipo de diálogo com a Câmara.

Recados II

Até o líder de Braide na Casa, vereador Raimundo Penha (PDT), estava na comitiva de vereadores que se reuniram com Carlos Brandão.

O presidente Osmar Filho (PDT) também esteve. Os dois são aliados de primeira linha de Weverton Rocha (PDT), adversário do governador na corrida eleitoral deste ano.

Então, não há como deixar de relacionar este encontro no Palácio dos Leões como um recado claro para Eduardo Braide e não fazer ilações sobre a campanha eleitoral.

Contraditório

O ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (PSC), mantém a postura de dizer algo e fazer diferente do que disse.

Na entrevista coletiva para o anúncio de sua pré-candidatura pelo PSC, Bonfim mandou recado para o senador Roberto Rocha (PTB).

Disse que o momento é de somar e multiplicar forças no Maranhão. Mas na frase seguinte demonstra que não quer somar.

Prepotência

Disse que aceita ser procurado pelo senador da República, Roberto Rocha, mas desde que este senha compor com o ex-prefeito somente como candidato a reeleição.

Com tom de prepotência e de falta de traquejo político, Lahesio Bonfim deixar a frágil oposição no Maranhão ainda mais esfacelada.

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