SÃO LUÍS - Na madrugada deste domingo (14), por volta das 3h, Domingos Vicente Sodré Júnior, de 26 anos, foi baleado e morto por um policial militar identificado como Natanael e integrante da Ronda da Comunidade da Sarney Filho. O corpo do rapaz, que deixa uma filha de 1 ano e esposa, está no Instituto Médico Legal (IML) e será velado na sua própria casa, na vila J. Lima.
De acordo com informações dos parentes, que falaram à Rádio Mirante AM, Domingos Júnior estava passando por uma rua da Vila J. Lima, na sua moto, por volta das 3h, quando o carro da polícia fez sinal de luz para que ele parasse. Domingos se recusou a parar continuou seguindo. Nesse instante, o policial atirou pelas costas. Segundo os parentes, Domingos Júnior, que era funcionário da Reframax Engenharia S/A, empresa que presta serviços para a Alumar, sempre que ia para o trabalho, deixava a moto em um posto e seguia em transporte da empresa. Na volta, ele pegava a moto novamente e seguia para casa. O mesmo ocorreu nesta madrugada.
Domingos Sodré Júnior era operador de escumagem da Reframax e tinha seguro de vida pela empresa, que também dará auxílio-funeral para a família e a locomoção para o município de Pinheiro, onde Domingos será sepultado.
Versões
Ainda segundo Rodrigo, um vizinho da vítima, algumas pessoas testemunharam o crime. Eles disseram que, após o policial Natanael atirar na vítima, os policiais , os policias teriam colocado um "chucho" ao lado do corpo para tentar justificar o tiro por ele estar armado. Também uma das versões é que o policial teria tentado atirar no pneu da moto e não nas costas do jovem. Contudo, parentes e vizinhos desmentem a versão. Domingos Júnior foi socorrido pelos próprios policiais.
"Domingos não tinha antecedentes criminais, era trabalhador e jamais justificaria um crime como esse. Como é que esses policiais fazem isso, atirar nas costas de uma pessoa inocente, só porque ele não parou, de madrugada, a um sinal deles?! Queremos justiça! Tenho certeza que se eles tivessem sido mais pacientes, ele teria parado para se explicar!", disse João, um amigo de Domingos Sodré Júnior.
O Imirante já entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública e aguarda um posicionamento do órgão sobre o caso.
Matéria atualizada às 12h39.
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