SÃO LUÍS - Um laudo divulgado, na tarde desta quarta-feira (23), pela polícia, confirma que Tamires Pereira Vargas (19 anos), teria cometido suicídio. Segundo informações da polícia, Tamires foi encontrada morta, às 2h30 da madrugada de 9 de março de 2011, nas dependências da Delegacia de Polícia Civil do município de Porto Franco, no Maranhão.
Segundo o laudo, a vítima utilizou uma corda aparentemente confeccionada em material sintético. Os carcereiros informaram que a corda era utilizada pelos presos para armarem suas redes.
De acordo com a análise-pericial realizada, o laudo traz o seguinte comentário: “A vítima sofrera uma extensa e oblíqua lesão contusa envolvendo o pescoço, ao nível da laringe, mais baixa e com sulcos profundos na região anterior e decrescentes em direção à nuca, ocasionando pela constrição de uma corda, apresentando o nó na região cervical posterior, características de enforcamento. Ausência de escoriações ao redor do pescoço (área de contato com a pele) e de pele embaixo das unhas denota que a vítima não teve a ação de impedir o ato de enforcamento”.
Os peritos reconstituem a dinâmica do evento assim: “Tamires Pereira Vargas, aproveitando-se de uma das cordas que já estavam fixas na grade superior do local, fez um laço com nó corrediço, colocando-a no pescoço, a partir daí ficando sujeita a ação da gravidade que a faz despencar em direção ao piso (...), provocando a protrusão da língua com consequente asfixia e rompimento das vértebras. Devido à gravidade das lesões, a vítima veio a falecer no local”.
E conclui: “Ante o analisado e exposto no transcorrer dos trabalhos periciais, conclui os peritos que no interior da Delegacia de Polícia Civil de Porto Franco, ocorreu uma morte violenta do tipo suicídio, perpetrada contra a pessoa identificada por Tamires Pereira Vargas, por enforcamento”.
Em depoimento, a mãe de Tamires, Josefa da Silva, disse ao delegado Antonio Luis Gomes que sua filha já tinha tentado cometer um homicídio há cerca de três anos, na época, utilizando uma corda que estava amarrada a um cabo na sala de onde residiam. O motivo teria sido término de um relacionamento amoroso. A mãe contou ainda que ela era agitada.
Tamires, natural de Tocantins, era estudante e residia na Rua Goiás, bairro Torre, na cidade de Campestre, a 20 km de Porto Franco. À época, de acordo com a Polícia Civil, ela teria sido detida em decorrência de um desacato cometido contra policiais militares em Campestre, após envolvimento em uma briga durante festividade carnavalesca, onde na ocasião, a jovem teria tentado danificar a viatura policial.
Segundo informações, ela estava completamente embriagada e sem condições de prestar depoimento.
Tamires ficou detida na Delegacia local, onde foi encontrada morta, durante a madrugada, em um corredor entre a carceragem nº 4 e o espaço destinado ao banho de sol.
*Com informações da Secom/ Governo do Maranhão.
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