Violência em alta

Junco do Maranhão está entre as 30 cidades mais violentas do país, diz Fórum de Segurança

Um dos assassinatos ocorrido no ano passado nessa cidade teve como vítima um casal de trabalhador rural e, segundo a polícia, na presença do filho das vítimas, de apenas 2 anos.

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O casal de trabalhador rural morto em Junco do Maranhão.
O casal de trabalhador rural morto em Junco do Maranhão. (Foto: Divulgação)

JUNCO DO MARANHÃO -  Junco do Maranhão está entre as 30 cidades mais violentas do país, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que divulgou nesta terça-feira (28) os dados do Anuário com base nos casos registrados entre os anos 2019 e 2021. O estudo elaborou um ranking tendo como referência o índice de mortes a cada 100 mil habitantes.

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O Anuário Brasileiro de Segurança Pública levou em consideração três anos, entre 2019 e 2021, já que as mortes violentas registradas em apenas um ano seriam insuficientes para indicar o fenômeno em cidades de pequeno porte.

Ainda segundo o levantamento, dos 30 municípios mais violentos do país, há 19 rurais, oito intermediárias e três urbanas. A cidade cearense São João do Jaguaribe foi considerada como mais a violenta do Brasil e apresentou uma maior taxa de 224, enquanto, Junco do Maranhão ficou em 22º lugar e tendo uma taxa de 107,2.

Trabalhador rural

Em Junco do Maranhão, no povoado Vilela, ocorreu a morte dos trabalhadores rurais Reginaldo Alves Barros e Maria da Luz Benício de Sousa, no dia de 18 de junho de 2021. A polícia informou que o casal foi morto a tiros durante uma emboscada.

O filho do casal, de apenas 2 anos de idade, foi encontrado vivo, sobre o corpo da mãe, banhado de sangue. Maria da Luz era dirigente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Junco do Maranhão, que é filiado à Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Maranhão – FETAEMA. 

A Polícia Civil realizou a operação Terra Vermelha, no dia 26 de agosto de 2021, nessa cidade e resultou na prisão de dois suspeitos da morte desse casal de trabalhadores rurais. Além das prisões, os policiais apreenderam duas espingardas e três revólveres.

Segundo as investigações da Polícia Civil, os mandantes desse duplo homicídio demandavam as terras junto a um sobrinho por desavenças de herança. Os presos vinham ameaçando matar o sobrinho e os meeiros para que abandonassem as terras. Após o crime, o proprietário do imóvel acabou abandonado sua propriedade.

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