Projeto Social

Semana do Encarcerado reflete sobre humanidade, em ITZ

O objetivo é conscientizar, também, sobre assuntos judiciais.

Jefferson Sousa/Imirante Imperatriz

Atualizada em 27/03/2022 às 11h51

IMPERATRIZ – Na manhã desta segunda-feira (18) teve início a Semana do Encarcerado, na Unidade Prisional de Ressocialização de Imperatriz (UPRI). O encontro, que termina na próxima sexta-feira (22), tem o objetivo de conscientizar e relatar maneiras diferentes de atuação, para tratar da política de assistência humanitária nas prisões.

O coordenador da semana, pastor Valmir Nogueira explica que durante os cinco dias, diversos temas serão levantados, visando oferecer uma assistência social nas áreas de saúde, educação, jurídica e a espiritual.

“Estamos tentando mudar e mostrar aos presos e aos demais que é possível fazer diferente. Por exemplo, adequando a metodologia da Apac, visando a ressocialização dos presos. Com isso, estamos mostrando para a secretaria a importância de se trabalhar de uma forma diferente, mais humanitária”, reflete o pasto Valmir.

 A Semana busca conscientizar sobre a política de assistência humanitária. (Foto: Jefferson Sousa/ Imirante Imperatriz)
A Semana busca conscientizar sobre a política de assistência humanitária. (Foto: Jefferson Sousa/ Imirante Imperatriz)

Há um ano e sete meses recluso, Luís Alencar Costa, de 30 anos, conta que o dia a dia na prisão é um ato de coragem e ousadia, onde depende de cada um a experiência de sobreviver dia após dia encarcerado.

“Viver na cadeia depende de si. É botar na sua mente que muda, porque cadeia não muda ninguém. Aqui têm ‘uns’ (guardas) que são ignorantes, outros, não, depende do dia. Alguns são ignorantes porque acontece algo, mas, fora isso, o atendimento é humanitário”, conta Luís Alencar.

Na programação da Semana, uma palestra sobre direito a trabalho e sustento da família fora da prisão será apresentado nesta terça-feira (19). Sobre o tema, Luís Costa revela que nunca soube da assistência oferecida através de projeto desenvolvidos dentro da prisão, como o projeto Raiar da Liberdade, que transformam o esforço em dias a menos recluso e uma ajuda financeira por peça produzida.

“Não sei de nada, nunca vi. Não sabia que tinha esse direito à assistência”, afirma Luís Costa.

Parcerias

O pastor Valmir Nogueira relata, também, que o novo presídio que está sendo construído abre novas parcerias com empresas que ajudam na ressocialização dos aprisionados.

“Estamos num momento especial, onde receberemos um novo presídio. Levamos empresários para que conheçam que há pessoas para serem profissionalizadas e inseridas no mercado de trabalho, promovendo a ressocialização do preso”, finaliza.

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