Investigação

STF autoriza inquérito para investigar financiamento do filme Dark Horse

Investigação da PF apura se recursos destinados ao longa sobre Jair Bolsonaro tiveram outra finalidade, incluindo despesas de Eduardo Bolsonaro.

Ipolítica, com informações de O Globo

STF autoriza inquérito para investigar financiamento do filme Dark Horse e apurar destino de R$ 61 milhões enviados ao exterior.
STF autoriza inquérito para investigar financiamento do filme Dark Horse e apurar destino de R$ 61 milhões enviados ao exterior. (Foto: Divulgação)

BRASIL – O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de um inquérito da Polícia Federal (PF) para investigar o financiamento do filme Dark Horse, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A investigação busca esclarecer se os recursos enviados ao exterior para custear a produção tiveram outra destinação.

A decisão atende a um pedido da Polícia Federal, com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR), que considerou haver elementos para a instauração da investigação.

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PF apura destino de R$ 61 milhões

A investigação teve origem após a divulgação de mensagens em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) solicita recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para financiar a produção do longa.

Segundo a apuração, a suspeita é de que cerca de R$ 61 milhões tenham sido enviados ao exterior por empresas ligadas a Vorcaro para um fundo criado nos Estados Unidos com a finalidade declarada de financiar o filme.

Agora, a Polícia Federal pretende verificar se os valores foram efetivamente aplicados na produção cinematográfica ou se parte do dinheiro teve outra destinação.

Investigação inclui recursos enviados aos Estados Unidos

Uma das principais linhas de investigação é a possibilidade de parte dos recursos ter sido utilizada para custear despesas do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que vive nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025.

Os investigadores também apuram se os valores financiaram outras iniciativas de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro junto ao governo do presidente norte-americano Donald Trump.

De acordo com a investigação, os recursos teriam sido transferidos pela empresa Entre Investimentos e Participações, ligada a Daniel Vorcaro, para um fundo sediado no Texas e controlado por aliados de Eduardo Bolsonaro.

Flávio Bolsonaro nega irregularidades

Após a divulgação das informações sobre o financiamento do filme, Flávio Bolsonaro negou que os recursos tenham sido destinados ao irmão.

Em nota, o senador afirmou que é "falsa a insinuação" de que os valores tenham sido enviados para Eduardo Bolsonaro e sustentou que os aportes foram destinados exclusivamente a um fundo criado para financiar a produção do filme, com estrutura jurídica própria e fiscalização nos Estados Unidos.

Outra frente de apuração

Além da investigação sobre o destino dos recursos privados, a Polícia Federal também apura a suspeita de que verbas públicas provenientes de emendas parlamentares possam ter sido desviadas para financiar o longa por meio de contratos e repasses à produtora responsável.

Essa linha de investigação, que inicialmente estava sob relatoria do ministro Flávio Dino, passou para André Mendonça após redistribuição determinada pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin, por conexão entre os fatos investigados.

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