ESCALA 6X1

Lula critica oposição por travamento do fim da escala 6x1 no senado

Lula cobra votação da Esacala 6x1 após manobra de Flávio Bolsonaro barrar PEC no Senado, adiando a decisão para após o pleito de 4 de outubro.

Ipolítica, com informações de O globo

- Atualizada em 03/09/2026 às 12h29
Lula critica oposição por travamento do fim da 6x1 no senado às vesperas do pleito
Lula critica oposição por travamento do fim da 6x1 no senado às vesperas do pleito (Reprodução)

BRASIL — Lula intensificou a pressão nesta quinta-feira (3) para que o Senado vote o fim da Esacala 6x1, após manobras da oposição travarem a PEC. Em publicação nas redes sociais, o chefe do Executivo criticou a ausência da pauta no plenário do Senado e responsabilizou a oposição, sob liderança do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), por articular o adiamento da apreciação do texto.

"Enquanto tentávamos avançar com a PEC que acaba com a jornada 6x1 no Senado, a oposição, capitaneada pelo coordenador da campanha do meu opositor nessa corrida presidencial, atuava para impedir o avanço da pauta", declarou o presidente.

A reação de Lula ocorre um dia após a proposta passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, na quarta-feira (2). Embora o texto estivesse pronto para votação final no último esforço concentrado antes do primeiro turno das eleições, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), optou por não pautar a matéria.

 A estratégia da oposição e a falta de voto

A decisão de congelar a tramitação ocorreu por falta de garantia de quorum qualificado para aprovação de uma Emenda Constitucional. O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), confirmou que o próprio Alcolumbre consultou a base aliada sobre o mapa de votos antes de abrir a sessão.

"Houve um movimento bem-sucedido da oposição, liderado pelo senador Flávio e pelo líder da oposição, senador Rogério Marinho. Houve uma desmobilização do plenário para que o tema não viesse a ser votado", pontuou Randolfe.

Na última quarta-feira (2), os senadores Hamilton Mourão e Rogério Marinho articularam o bloqueio da proposta sobre o fim da Esacala 6x1 na CCJ.

Impacto no calendário eleitoral

Com o encerramento das sessões desta semana, a tendência é que a proposta seja apreciada apenas após o primeiro turno, marcado para 4 de outubro. O adiamento impacta diretamente a estratégia do Palácio do Planalto, que buscava capitalizar a aprovação da medida como uma vitória de apelo popular no período eleitoral.

O governo admite que aprovar a Esacala 6x1 será mais difícil após 4 de outubro, quando a composição do Senado será reconfigurada com 54 novos eleitos. O governo afirma que continuará articulando para tentar pautar a matéria em uma eventual convocação extraordinária ainda neste mês ou no esforço concentrado agendado para meados de outubro.

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