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Campanha de Lula propõe novo código de ética para Judiciário

Após crise no STF, campanha de Lula defende novo código de ética para membros do Judiciário e Ministério Público, visando maior transparência total.

Ipolítica, com informações do G1

- Atualizada em 02/09/2026 às 17h41
Campanha de Lula defende código de ética para Judiciário e MP após revelações envolvendo ministros do STF e o caso Master.
Campanha de Lula defende código de ética para Judiciário e MP após revelações envolvendo ministros do STF e o caso Master. (Divulgação)

BRASIL – O coordenador da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Edinho Silva, defendeu nesta quarta-feira (2) a adoção de um código de ética para Judiciário e Ministério Público. A declaração ocorre em meio à crise envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Em vídeo publicado nas redes sociais, Edinho afirmou que o sistema político e judicial brasileiro atravessa uma “profunda crise” e que ninguém deve estar acima da lei. O presidente Lula, até a última atualização, não havia se manifestado diretamente sobre o caso Master.

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A declaração ocorre após as recentes revelações sobre a relação de Vorcaro com o ministro Alexandre de Moraes e sobre um encontro do ex-banqueiro com o ministro André Mendonça, que atualmente é relator do caso Master no STF.

Campanha de Lula cobra código de ética

Sem citar diretamente as revelações envolvendo o caso Master, Edinho Silva afirmou que a campanha de Lula defende mudanças no sistema político e judicial brasileiro.

Segundo o coordenador, é necessário adotar um código de ética para o Judiciário e o Ministério Público, além de combater supersalários e possíveis conflitos entre interesses públicos e privados.

É preciso acabar com a farra das emendas parlamentares, adotar um código de ética para todo o Judiciário e Ministério Público, com o fim dos supersalários e a promiscuidade entre interesses públicos e privados”, afirmou.

Edinho também defendeu maior transparência e controle sobre os gastos públicos.

Ninguém está acima da lei. Seja um cidadão comum, um governante, um parlamentar ou até um integrante do poder Judiciário”, declarou.

Lula ainda não se manifestou sobre o caso Master

Até a publicação da reportagem, Lula não havia feito declaração pública sobre as recentes revelações relacionadas ao caso Master.

O episódio envolve Vorcaro, que está preso e é investigado por suspeitas de fraudes bilionárias, além de ministros do STF e do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

O presidente do STF, Edson Fachin, afirmou nesta quarta-feira que pretende anunciar nos próximos dias medidas relacionadas aos fatos que estão sendo analisados pela Corte.

Fachin declarou que a situação exige preservação da confiança pública e afirmou que a autoridade do cargo impõe deveres, limites e responsabilidades.

Base governista questiona atuação de Mendonça

Também nesta quarta-feira, deputados de partidos da base governista encaminharam uma petição ao presidente do STF para pedir a quebra de sigilo das investigações relacionadas ao caso “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro que recebeu recursos de Daniel Vorcaro.

Os parlamentares também questionaram a permanência de André Mendonça como relator das investigações sobre o Banco Master e defenderam que o ministro seja considerado suspeito.

Entre os argumentos apresentados está o encontro de Mendonça com Vorcaro no início de 2025, antes de o ministro assumir a relatoria do caso Master, em fevereiro de 2026.

Segundo os deputados, o encontro deve ser considerado na análise sobre a imparcialidade do ministro.

Deputados cobram transparência nas quebras de sigilo

Lideranças do PT, Rede, PSOL e PCdoB também criticaram a forma como as quebras de sigilo vêm sendo determinadas nas investigações.

Os parlamentares questionaram a existência de critérios diferentes para investigações envolvendo grupos políticos distintos.

Na petição, eles também cobraram esclarecimentos sobre as apurações envolvendo recursos enviados por Vorcaro para a produção da cinebiografia de Jair Bolsonaro.

A Polícia Federal investiga o caso, que tem Mendonça como relator.

Segundo os deputados, decisões que tornam públicas investigações relacionadas a um campo político e mantêm sob sigilo apurações envolvendo outro podem produzir efeitos sobre a formação da vontade do eleitor durante a campanha eleitoral.

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