BRASIL – A campanha do senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a abertura de uma investigação sobre uma suposta rede de perfis falsos utilizada para impulsionar ataques contra políticos de direita nas redes sociais. O pedido foi apresentado nesta segunda-feira (20) durante reunião entre integrantes da campanha e o presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques.
Segundo a equipe do PL, a ação busca a concessão de uma liminar para preservar provas, identificar os responsáveis pelos perfis e apurar quem financiou os impulsionamentos.
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Campanha pede rapidez na investigação
Participaram da reunião o coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), além dos advogados Marcelo Bessa e Maria Claudia Bucchianeri, integrante da equipe jurídica responsável pela representação protocolada na última sexta-feira (17).
De acordo com Marinho, o objetivo foi solicitar celeridade na análise do pedido, diante da facilidade com que os perfis são criados e posteriormente apagados.
Segundo ele, a campanha pretende identificar os responsáveis pelos pagamentos dos impulsionamentos e esclarecer quem estaria por trás da suposta estrutura.
Páginas teriam impulsionado ataques
De acordo com a representação, sete páginas no Facebook e no Instagram, sem identificação de seus administradores e com menos de 400 seguidores cada, teriam investido mais de R$ 1,1 milhão, em cerca de dois meses, para impulsionar publicações contra Flávio Bolsonaro e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Ainda conforme a campanha, modelo semelhante também teria sido utilizado em publicações contra o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), por meio de três páginas que investiram aproximadamente R$ 487 mil em impulsionamentos.
Representação não aponta responsáveis
A advogada Maria Claudia Bucchianeri afirmou que a equipe identificou características semelhantes entre os perfis, como repetição de códigos de área telefônica e utilização de diferentes moedas para pagamentos dos anúncios.
Segundo a defesa, a ação foi apresentada como uma representação eleitoral, e não como uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), porque os registros de candidatura ainda não foram formalizados.
A campanha informou que, neste momento, não atribui responsabilidade a partidos, candidatos ou pessoas específicas, e pede apenas a apuração dos fatos e a identificação dos responsáveis pela suposta estrutura de perfis falsos.
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