Eleições 2026

Campanha de Flávio Bolsonaro pede ao TSE investigação sobre perfis falsos

Equipe do pré-candidato afirma que páginas anônimas impulsionaram ataques nas redes sociais e solicita identificação dos responsáveis.

Ipolítica, com informações de O Globo

Campanha de Flávio Bolsonaro pede ao TSE investigação sobre perfis falsos que teriam impulsionado ataques nas redes sociais.
Campanha de Flávio Bolsonaro pede ao TSE investigação sobre perfis falsos que teriam impulsionado ataques nas redes sociais. (Reprodução/Youtube/Flávio Bolsonaro)

BRASIL – A campanha do senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a abertura de uma investigação sobre uma suposta rede de perfis falsos utilizada para impulsionar ataques contra políticos de direita nas redes sociais. O pedido foi apresentado nesta segunda-feira (20) durante reunião entre integrantes da campanha e o presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques.

Segundo a equipe do PL, a ação busca a concessão de uma liminar para preservar provas, identificar os responsáveis pelos perfis e apurar quem financiou os impulsionamentos.

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Campanha pede rapidez na investigação

Participaram da reunião o coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), além dos advogados Marcelo Bessa e Maria Claudia Bucchianeri, integrante da equipe jurídica responsável pela representação protocolada na última sexta-feira (17).

De acordo com Marinho, o objetivo foi solicitar celeridade na análise do pedido, diante da facilidade com que os perfis são criados e posteriormente apagados.

Segundo ele, a campanha pretende identificar os responsáveis pelos pagamentos dos impulsionamentos e esclarecer quem estaria por trás da suposta estrutura.

Páginas teriam impulsionado ataques

De acordo com a representação, sete páginas no Facebook e no Instagram, sem identificação de seus administradores e com menos de 400 seguidores cada, teriam investido mais de R$ 1,1 milhão, em cerca de dois meses, para impulsionar publicações contra Flávio Bolsonaro e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Ainda conforme a campanha, modelo semelhante também teria sido utilizado em publicações contra o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), por meio de três páginas que investiram aproximadamente R$ 487 mil em impulsionamentos.

Representação não aponta responsáveis

A advogada Maria Claudia Bucchianeri afirmou que a equipe identificou características semelhantes entre os perfis, como repetição de códigos de área telefônica e utilização de diferentes moedas para pagamentos dos anúncios.

Segundo a defesa, a ação foi apresentada como uma representação eleitoral, e não como uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), porque os registros de candidatura ainda não foram formalizados.

A campanha informou que, neste momento, não atribui responsabilidade a partidos, candidatos ou pessoas específicas, e pede apenas a apuração dos fatos e a identificação dos responsáveis pela suposta estrutura de perfis falsos.

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