prisão domiciliar

Mendonça concede prisão domiciliar a filho de ex-diretor do INSS investigado por fraude

Decisão do STF leva em conta quadro familiar e saúde da esposa para substituir prisão preventiva por domiciliar com medidas restritivas.

Ipolítica, com informações do g1

O advogado Eric Fidelis.
O advogado Eric Fidelis. (Saulo Cruz/Agência Senado)

BRASIL - O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, concedeu prisão domiciliar a Eric Douglas Martins Fidelis, investigado por participação em um esquema bilionário de fraudes no INSS. Ele é filho do ex-diretor do órgão, André Fidelis.

A decisão foi tomada nesta quinta-feira (23) e substitui a prisão preventiva do investigado, que estava detido desde dezembro de 2025 após operação da Polícia Federal. O caso faz parte das investigações sobre descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas.

Decisão considerou situação familiar

O pedido da defesa apontou complicações no parto da esposa do investigado, além da existência de um filho menor e do nascimento recente de outro. Ao analisar o caso, o ministro entendeu que a substituição da prisão preventiva por domiciliar é uma medida adequada.

Na decisão, Mendonça destacou que, embora não haja comprovação de dependência exclusiva, a medida se justifica pelo contexto familiar e pelo estado de saúde da esposa, que estaria sob cuidados intensivos.

Além da prisão domiciliar INSS, foram impostas medidas cautelares, como:

  • uso de tornozeleira eletrônica
  • proibição de contato com outros investigados

Esquema pode ter causado prejuízo bilionário

As investigações da Polícia Federal indicam que o esquema de fraudes no INSS pode ter causado prejuízos de até R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024.

Segundo a apuração, os suspeitos realizavam descontos mensais indevidos diretamente nos benefícios previdenciários, sem autorização dos titulares. Os valores eram vinculados a associações, simulando serviços que, na prática, não eram prestados.

Eric Fidelis é citado em mensagens de outros investigados como possível destinatário de recursos desviados, que seriam repassados sob a forma de honorários advocatícios.

Como funcionava o esquema

De forma geral, o esquema investigado operava com:

  • descontos automáticos nos benefícios
  • inclusão indevida de beneficiários em associações
  • cobrança sem autorização dos aposentados

Até março deste ano, cerca de R$ 2,95 bilhões já haviam sido devolvidos a milhões de beneficiários. Ainda assim, há um número significativo de pessoas que não contestaram os descontos.

As investigações seguem em andamento, com outros envolvidos já identificados e alvos de medidas judiciais.

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