BRASIL - Os Estados Unidos determinaram que um delegado da Polícia Federal deixe o país após envolvimento na prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem. A medida foi divulgada nesta segunda-feira (20) por autoridades norte-americanas.
O agente citado é Marcelo Ivo de Carvalho, que atuava em cooperação com o Serviço de Imigração e Controle de Aduanas.
Acusação envolve tentativa de contornar extradição
Sem mencionar nomes inicialmente, o governo dos EUA afirmou que uma autoridade brasileira tentou “contornar pedidos formais de extradição” e promover “perseguições políticas” em território americano.
A determinação foi de que o delegado deixe o país imediatamente.
Até o momento:
- A Polícia Federal não foi notificada oficialmente
- O Ministério das Relações Exteriores informou que não comentará o caso
Atuação do delegado nos Estados Unidos
Marcelo Ivo de Carvalho estava em missão nos EUA desde 2023, com atuação em Miami junto ao ICE. Entre suas funções estavam:
- Identificação de foragidos da Justiça brasileira
- Apoio a operações de prisão em território americano
- Cooperação internacional em segurança
A missão havia sido prorrogada até agosto de 2026.
Prisão de Ramagem e repercussão
Alexandre Ramagem foi detido em 13 de abril, em Orlando, na Flórida, por questões migratórias. Ele ficou preso por dois dias antes de ser liberado.
Após a soltura, Ramagem agradeceu ao governo do então presidente Donald Trump.
Segundo autoridades, ele poderá permanecer nos EUA enquanto aguarda análise de um pedido de asilo.
Condenação no Brasil e pedido de extradição
Ramagem foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 16 anos de prisão por envolvimento em tentativa de golpe de Estado.
De acordo com investigações:
- Ele deixou o Brasil de forma clandestina em 2025
- Teria passado por Roraima e seguido para a Guiana
- Posteriormente chegou aos Estados Unidos
O governo brasileiro já encaminhou pedido formal de extradição às autoridades norte-americanas, que segue em análise.
Possível impacto diplomático
O episódio pode gerar tensão nas relações entre Brasil e Estados Unidos, especialmente em temas ligados à cooperação jurídica internacional.
A decisão americana ocorre em meio a investigações sensíveis e pode influenciar o andamento do processo envolvendo Alexandre Ramagem, além de abrir debate sobre os limites da atuação de autoridades estrangeiras em território americano.
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