BRASIL - A Polícia Federal se reúne nesta quinta-feira (16) com autoridades dos Estados Unidos para entender os motivos que levaram à liberação do ex-deputado federal Alexandre Ramagem. Ele havia sido preso na segunda-feira (13), em Orlando, por questões migratórias.
A soltura de Alexandre Ramagem surpreendeu o governo brasileiro, que não foi formalmente informado pelas autoridades americanas sobre a decisão.
Reunião já estava prevista
O encontro com representantes do Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE) já estava agendado antes mesmo da liberação. A intenção inicial era discutir o caso e evitar que o ex-parlamentar fosse solto.
Agora, a reunião deve focar em esclarecer:
- As condições da liberação
- Se há restrições impostas pelas autoridades americanas
- Possibilidades de deportação para o Brasil
Prisão ocorreu na Flórida
Ramagem foi detido em Orlando e levado a um centro de detenção no Condado de Orange, onde permaneceu sob custódia por dois dias.
Na tarde de quarta-feira, ele já não constava mais no sistema de detidos. Informações obtidas por autoridades indicam que a liberação ocorreu por volta das 14h52 no horário local.
Condenação no Brasil
No Brasil, o ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência foi condenado a 16 anos de prisão por participação na tentativa de golpe de Estado.
De acordo com o Supremo Tribunal Federal, ele teria utilizado a estrutura da Abin para favorecer ações ligadas à manutenção do ex-presidente Jair Bolsonaro no poder.
Governo prepara medidas
Autoridades brasileiras trabalham na elaboração de um relatório com informações sobre o caso, que deve ser encaminhado a órgãos americanos responsáveis por imigração.
O objetivo é reforçar o pedido de deportação e impedir a concessão de asilo político.
Entre os pontos levantados estão:
- Entrada irregular nos Estados Unidos
- Uso de documentos falsos
- Apoio de terceiros na fuga do Brasil
Saída clandestina
Segundo a Polícia Federal, Ramagem deixou o país em 2025 por via terrestre, atravessando a fronteira entre Roraima e a Guiana.
Depois, seguiu até Georgetown, de onde embarcou para os Estados Unidos.
A expectativa do governo brasileiro é que, com a cooperação internacional, seja possível avançar nas medidas para que o ex-deputado responda à condenação no país.
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