julgamento no STF

Cármen Lúcia segue Moraes e vota por condenação de Eduardo Bolsonaro

Cármen Lúcia acompanha Moraes e vota para condenar Eduardo Bolsonaro por difamação contra Tabata Amaral no STF.

Ipolítica, com informações de O Globo

Cármen Lúcia vota com Moraes para condenar Eduardo Bolsonaro por difamação contra Tabata Amaral em julgamento no STF.
Cármen Lúcia vota com Moraes para condenar Eduardo Bolsonaro por difamação contra Tabata Amaral em julgamento no STF. (Divulgação)

BRASIL - A ministra Cármen Lúcia acompanhou o relator Alexandre de Moraes e votou pela condenação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro a um ano de detenção por difamação contra a deputada Tabata Amaral.

O caso é analisado no plenário virtual da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), e, com o novo voto, o placar parcial é de dois votos a zero pela condenação.

Entenda o caso de difamação

Segundo o voto do relator, Alexandre de Moraes, a conduta de Eduardo Bolsonaro configurou crime de difamação após publicações sobre um projeto de lei apresentado por Tabata Amaral.

O ministro apontou que o ex-deputado atribuiu à parlamentar um fato ofensivo à sua reputação, ao sugerir que a proposta teria finalidade irregular.

Pontos destacados no voto:

  • Publicações com conteúdo considerado ofensivo
  • Intenção de atingir a reputação da deputada
  • Reconhecimento da autoria pelo próprio Eduardo Bolsonaro

Moraes afirmou que ficaram comprovadas a materialidade e a autoria do crime, além da consciência do acusado sobre os atos praticados.

Pena e regime propostos

A pena proposta é de:

  • 1 ano de detenção
  • 39 dias-multa, com valor equivalente a dois salários mínimos cada

O regime inicial previsto é o aberto. Segundo o relator, não foi possível substituir a pena por medidas alternativas devido à situação do réu, considerado em local incerto.

Julgamento segue no STF

O julgamento ocorre em plenário virtual e deve ser concluído até o dia 28 deste mês.

Ainda faltam os votos dos ministros Cristiano Zanin e Flávio Dino.

A decisão final dependerá da manifestação completa da Primeira Turma do STF.

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