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Eduardo Bolsonaro falta a interrogatório no STF

Ausência do ex-deputado em audiência no STF pode antecipar alegações finais em ação por coação ligada à tentativa de golpe.

Ipolítica, com informações do g1

Eduardo Bolsonaro falta a interrogatório no STF e ausência pode acelerar fase final de processo por coação ligada à tentativa de golpe.
Eduardo Bolsonaro falta a interrogatório no STF e ausência pode acelerar fase final de processo por coação ligada à tentativa de golpe. (Mário Agra / Câmara dos Deputados)

BRASIL - O ex-deputado Eduardo Bolsonaro não compareceu ao interrogatório marcado para esta terça-feira (14) no Supremo Tribunal Federal, no âmbito da ação penal em que é réu por coação no curso do processo. Com a ausência, o caso pode avançar para as etapas finais antes do julgamento.

Segundo a Corte, Eduardo não apresentou justificativa para a falta e não constituiu defesa particular, sendo representado pela Defensoria Pública da União (DPU).

Acusação envolve tentativa de interferência no Judiciário

De acordo com a Procuradoria-Geral da República, o ex-deputado atuou para constranger o Judiciário e interferir nas investigações relacionadas à tentativa de golpe de Estado.

A denúncia aponta que Eduardo Bolsonaro teria buscado apoio junto ao governo de Donald Trump, nos Estados Unidos, para impor sanções ao Brasil e a autoridades do Judiciário como forma de retaliação ao processo.

O caso está ligado à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro, pai do investigado, pelo STF.

Processo pode entrar na fase final

Durante a audiência, conduzida por juiz auxiliar do gabinete do ministro Alexandre de Moraes, o interrogatório foi considerado prejudicado devido à ausência do réu.

O magistrado determinou prazo de cinco dias para que a DPU e a PGR informem se desejam solicitar novas diligências.

Caso não haja novos pedidos, o processo seguirá para a fase de alegações finais, última etapa antes do julgamento. Nessa fase:

  • A PGR apresenta suas considerações finais
  • Em seguida, a defesa se manifesta
  • O caso fica pronto para decisão do STF

Estratégia teria incluído ameaças a ministros

Ainda segundo a PGR, Eduardo Bolsonaro e o aliado Paulo Figueiredo teriam adotado uma estratégia de pressão sobre ministros do STF.

A acusação sustenta que ambos:

  • Buscaram articulação internacional contra autoridades brasileiras
  • Tentaram influenciar decisões judiciais
  • Usaram conexões políticas nos Estados Unidos

O objetivo, segundo os investigadores, seria intimidar integrantes da Corte e interferir no andamento das ações judiciais.

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