Senado

Fim da aposentadoria compulsória para juízes está na pauta da CCJ

Na opinião de Dino, é inadequado adotar como sanção a aposentadoria compulsória para servidor que tenha cometido conduta grave que “acarrete alto grau de desmoralização do serviço público.

Agência Senado

Flávio Dino apresentou proposta no Senado em 2024
Flávio Dino apresentou proposta no Senado em 2024 (Luiz Silveira / STF)

BRASÍLIA - A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) tem reunião marcada para quarta-feira (8), às 9h, com 19 itens na pauta. Um deles é a proposta de emenda à Constituição que estabelece o fim da aposentadoria compulsória como punição a militares, juízes e membros do Ministério Público (PEC 3/2024).

A PEC, apresentada em fevereiro de 2024 pelo então senador Flávio Dino (MA), atualmente ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), conta com o apoio da relatora, senadora Eliziane Gama (PSD-MA).

Flávio Dino: adotar aposentadoria compulsória é inadequado

Na opinião de Dino, é inadequado adotar como sanção a aposentadoria compulsória para servidor que tenha cometido conduta grave que “acarrete alto grau de desmoralização do serviço público e perda da confiança nas instituições públicas”. Na justificativa do projeto, ele registra que “não há vitaliciedade que se sobreponha à moralidade administrativa”.

Em seu relatório, a senadora Eliziane Gama elogiou a iniciativa e acatou apenas emendas de redação ao texto da PEC. Para a relatora, a proposta “alinha todo o serviço público a uma mesma normatização, eliminando distorções legais graves acumuladas ao longo do tempo”.

O tema também será debatido em uma audiência pública da CCJ nesta terça-feira (7), a partir das 10h.

Gratuidade e outros

Na reunião de quarta-feira, a CCJ também vai apreciar o projeto que estabelece critérios para a concessão de gratuidade da justiça (PL 2.239/2022). Também consta da pauta o projeto que prevê prioridade e gratuidade no atendimento às pessoas em situação de rua em serviços de emissão de documentos pessoais (PL 901/2024).

A CCJ ainda vai analisar o projeto que torna imprescritível o crime de estupro (PL 2.664/2024) e uma série de indicações para o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e para o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

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