CPI do Crime Organizado

CPI do Crime Organizado pode ser prorrogada por 60 dias

Relator Alessandro Vieira pede prorrogação da CPI do Crime Organizado no Senado por mais 60 dias; prazo atual termina em 14 de abril

Ipolítica, com informações do g1

Relator pede prorrogação da CPI do Crime Organizado por mais 60 dias para analisar documentos e ouvir investigados antes do prazo final.
Relator pede prorrogação da CPI do Crime Organizado por mais 60 dias para analisar documentos e ouvir investigados antes do prazo final. (Reprodução)

BRASÍLIA – O relator da CPI do Crime Organizado no Senado, Alessandro Vieira (MDB-SE), informou nesta segunda-feira (6) que protocolou um pedido para prorrogar os trabalhos da comissão por mais 60 dias.

O prazo atual da CPI termina em 14 de abril.

Pedido de prorrogação

Segundo Alessandro Vieira (MDB-SE), o requerimento foi assinado por 28 senadores e agora será analisado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

O relator argumenta que o colegiado precisa de mais tempo para avançar nas investigações e concluir os trabalhos.

Volume de dados

De acordo com o senador, a CPI do Crime Organizado reuniu um “volume monumental” de documentos, que ainda precisam ser analisados.

Ele afirma que é necessário cruzar informações, além de ouvir investigados e testemunhas, para aprofundar as apurações.

Investigações em andamento

Instalada em novembro do ano passado, a comissão tem como objetivo investigar a atuação de organizações criminosas no país.

Vieira também defende que ainda não foi possível concluir um diagnóstico sobre a presença de facções e milícias em diferentes estados.

A intenção é ouvir governadores e secretários de segurança pública de várias regiões.

Argumento do relator

Ao justificar o pedido, Alessandro Vieira (MDB-SE) afirmou que o encerramento antecipado da CPI pode prejudicar o resultado das investigações.

“O encerramento prematuro desta CPI representaria não apenas um retrocesso inaceitável na elucidação completa da infiltração do crime organizado nos mais diferentes domínios da economia brasileira, mas também um prejuízo incalculável ao interesse público”, disse.

Próximos depoimentos

Entre os parlamentares que assinaram o pedido está o presidente da comissão, Fabiano Contarato (PT-ES), que já marcou novos depoimentos para esta semana.

Na terça-feira (7), devem ser ouvidos Ibaneis Rocha (MDB-DF), ex-governador do Distrito Federal, e André Garcia, secretário de Políticas Penais do Ministério da Justiça.

Na quarta-feira (8), a CPI do Crime Organizado prevê ouvir o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e o ex-diretor Gabriel Galípolo.

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