CPI do Crime Organizado

CPI do Crime Organizado ouve fundador da Reag e presença de Campos Neto é incerta

Comissão deve ouvir João Carlos Mansur nesta terça, enquanto ida de Roberto Campos Neto se torna facultativa após decisão do STF

Ipolítica, com informações do g1

CPI do Crime Organizado ouve fundador da Reag; presença de Campos Neto é facultativa após decisão do STF.
CPI do Crime Organizado ouve fundador da Reag; presença de Campos Neto é facultativa após decisão do STF. (Reprodução/Instagram)

BRASÍLIA – A CPI do Crime Organizado deve ouvir nesta terça-feira (3) o empresário João Carlos Falbo Mansur, fundador do grupo Reag. Ele foi convocado, o que torna a presença obrigatória.

Já o depoimento do ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, é incerto. A convocação foi transformada em convite pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, nesta segunda-feira (2).

Convocação x convite

A decisão de André Mendonça tornou facultativa a presença de Campos Neto.

A diferença é jurídica:

  • Convocação: presença obrigatória, com possibilidade de condução coercitiva
  • Convite: comparecimento voluntário, com direito ao silêncio

     

O requerimento de convocação de Campos Neto à CPI do Crime Organizado foi apresentado pelo senador Jaques Wagner (PT-BA), que apontou necessidade de esclarecimentos sobre possíveis falhas na supervisão do sistema financeiro.

Operação Carbono Oculto

A Reag entrou no radar da Polícia Federal por suspeita de envolvimento em operações de lavagem de dinheiro investigadas na Operação Carbono Oculto.

A apuração envolve esquema ligado ao setor de combustíveis e suposta participação do Primeiro Comando da Capital (PCC).

Segundo as investigações, fundos administrados pela empresa teriam sido usados para movimentações atípicas.

Em setembro de 2025, a operação foi considerada a maior já realizada no país contra o crime organizado. À época, a Receita Federal identificou ao menos 40 fundos, com patrimônio estimado em R$ 30 bilhões, parte deles geridos pela Reag.

Após o avanço das investigações, João Carlos Mansur formalizou sua saída da holding e vendeu o controle da Reag Investimentos por R$ 100 milhões para executivos da própria empresa, por meio da Arandu Partners Holding S.A.

Operação Compliance Zero

Em janeiro deste ano, a Reag também foi citada na Operação Compliance Zero, que investiga supostas fraudes financeiras envolvendo o Banco Master.

Na segunda fase da operação, Mansur foi alvo de mandado de busca e apreensão. No dia seguinte, o Banco Central do Brasil decretou a liquidação extrajudicial da CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, braço responsável pela gestão dos fundos da Reag.

A suspeita é que a Reag tenha atuado ao lado do Master para estruturar e gerir fundos destinados a operações consideradas atípicas, com o objetivo de inflar resultados e ocultar riscos.

Durante a operação, o presidente do banco, Daniel Vorcaro, chegou a ficar preso por 11 dias. O banco acabou liquidado pelo Banco Central.

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