CPI do Crime Organizado

CPI do Crime Organizado cancela oitiva de Campos Neto e fundador da Reag

Sessão desta terça foi suspensa após habeas corpus no STF e ausência de empresário convocado, que teve depoimento remarcado

Ipolítica, com informações da Agência Senado

Os senadores Fabiano Contarato e Alessandro Vieira, presidente relator da CPI respectivamente
Os senadores Fabiano Contarato e Alessandro Vieira, presidente relator da CPI respectivamente (Edilson Rodrigues/Agência Senado)

BRASÍLIA – A CPI do Crime Organizado cancelou a reunião prevista para esta terça-feira (3), na qual ouviria o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto e o fundador da Reag Investimentos, João Carlos Falbo Mansur.

O depoimento do empresário, cujo fundo é investigado em fraudes relacionadas ao Banco Master, foi reagendado para a próxima semana.

Habeas corpus no STF

O presidente da CPI, senador Fabiano Contarato (PT-ES), informou que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, concedeu habeas corpus que dispensou Campos Neto da obrigatoriedade de comparecer.

Segundo Contarato, o ex-presidente do Banco Central enviou resposta à comissão afirmando estar disposto a responder por escrito eventuais questionamentos.

Campos Neto havia sido convocado a partir de requerimento do senador Jaques Wagner (PT-BA), para esclarecer possíveis falhas na fiscalização bancária que teriam facilitado a atuação de organizações criminosas.

Ausência de Mansur

Mesmo com decisão do ministro Flávio Dino mantendo a obrigatoriedade do comparecimento de João Carlos Falbo Mansur, o empresário não esteve presente.

De acordo com Contarato, a defesa alegou que não houve prazo legal suficiente para o comparecimento nesta terça-feira.

O senador afirmou que o advogado manteve contato com a presidência da CPI e que o depoimento está mantido para a próxima semana, sob pena de condução coercitiva em caso de nova ausência.

A convocação de Mansur atendeu a requerimento do próprio presidente da comissão, que busca esclarecimentos sobre a liquidação do fundo pelo Banco Central do Brasil por supostas infrações graves.

Investigações

A Polícia Federal e a Comissão de Valores Mobiliários investigam um esquema de manipulação do mercado financeiro com suposta participação de gestores do Banco Master e da Reag Investimentos.

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