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STF busca consenso sobre supersalários após impasse no julgamento

STF busca consenso sobre supersalários após adiamento de julgamento e articula solução com Executivo e Legislativo.

Ipolítica, com informações de O Globo

O presidente da Corte, ministro Edson Fachin.
O presidente da Corte, ministro Edson Fachin. (Rosinei Coutinho / STF)

BRASIL - O Supremo Tribunal Federal (STF) busca consenso sobre supersalários no serviço público após adiar o julgamento sobre os chamados “penduricalhos” por falta de entendimento entre os ministros. A análise foi remarcada para 25 de março, enquanto o presidente da Corte, Edson Fachin, intensifica articulações com os Três Poderes para tentar construir uma solução conjunta.

A decisão de adiar o julgamento ocorre em meio a divergências internas no tribunal e à repercussão das decisões que determinaram revisão de pagamentos acima do teto constitucional.

STF busca consenso sobre supersalários com diálogo entre os Poderes

Segundo Fachin, o objetivo é alcançar um “consenso responsável” que envolva Judiciário, Executivo e Legislativo antes da decisão final do STF.

Nos bastidores, o tema é considerado sensível devido:

  • Ao impacto direto na remuneração da magistratura;
  • Ao desgaste público causado pela discussão dos supersalários;
  • À necessidade de definir critérios claros para verbas indenizatórias.

Fachin se reuniu com o presidente da Câmara, Hugo Motta, e com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para discutir alternativas. O Congresso sinalizou dificuldades para aprovar uma lei nacional sobre o tema em ano eleitoral, o que reforça a busca por uma regra de transição.

Decisões recentes sobre supersalários

O debate ganhou força após decisões do ministro Flávio Dino, que determinou:

  • Prazo de 60 dias para revisão de verbas que ultrapassem o teto constitucional;
  • Suspensão de parcelas sem previsão expressa em lei;
  • Proibição de novas legislações que ampliem pagamentos acima do limite constitucional.

Na mesma linha, o ministro Gilmar Mendes condicionou o pagamento de verbas indenizatórias à existência de lei aprovada pelo Congresso, também fixando prazo de 60 dias para adequação.

Até o novo julgamento, continuam valendo as decisões liminares que suspenderam pagamentos sem respaldo legal.

Comissão técnica para tratar dos supersalários

Para avançar nas tratativas, o STF formalizou a criação de uma comissão consultiva com representantes do Congresso Nacional e do Ministério da Fazenda. A proposta é elaborar regras claras sobre verbas indenizatórias, respeitando o teto constitucional, atualmente fixado em R$ 46,3 mil.

À frente também do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Fachin enfrenta pressão de setores da magistratura diante das suspensões de pagamentos.

O STF busca consenso sobre supersalários em um cenário de forte repercussão institucional, tentando equilibrar as expectativas do Judiciário com os parâmetros constitucionais e a responsabilidade fiscal.

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