BRASIL - A CPI do Crime Organizado aprovou, nesta quarta-feira (25), o convite para que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, compareça ao colegiado, além da quebra de sigilo fiscal da empresa Maridt Participações, da qual ele é sócio, referente ao período de 2022 a 2026.
A decisão foi tomada durante sessão no Senado. A CPI do Crime Organizado também aprovou a convocação dos irmãos do ministro, José Carlos Dias Toffoli e José Eugênio Dias Toffoli, gestores da empresa. Nesse caso, a presença para depoimento é obrigatória. Já o convite feito a Toffoli é facultativo.
Quebra de sigilo e venda de resort
Segundo os requerimentos aprovados, a Maridt Participações vendeu parte do resort Tayayá, no Paraná, a um fundo ligado ao Banco Master. A quebra de sigilo fiscal foi autorizada para aprofundar a apuração sobre a operação e eventuais conexões financeiras.
Além de Toffoli, a CPI do Crime Organizado aprovou:
- Convite ao ministro Alexandre de Moraes;
- Convocação de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master;
- Pedido de informações sobre registros de entrada de ex-executivo do banco no Senado;
- Convites a autoridades do Executivo e do Banco Central.
O presidente da comissão, senador Fabiano Contarato (PT-ES), conduziu votação simbólica dos requerimentos que não envolviam dados financeiros sigilosos, como relatórios do Coaf.
Convites e convocações
Também foram aprovados:
- Convite à advogada Viviane Barci de Moraes;
- Convite ao ministro da Casa Civil, Rui Costa;
- Convite ao presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo;
- Convite ao ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega;
- Convocação do ex-ministro da Economia, Paulo Guedes;
- Convocação do ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.
No caso das convocações, a presença é obrigatória.
Parlamentares defendem que os convites buscam esclarecer possíveis conflitos de interesse e a condução de investigações relacionadas ao Banco Master.
Depoimento não realizado
A CPI do Crime Organizado também previa ouvir o ex-deputado estadual do Rio de Janeiro Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias, preso sob suspeita de ligação com organização criminosa. O comparecimento dependia de autorização judicial, que não havia sido concedida até o momento da sessão.
Com isso, a reunião foi encerrada após a votação dos requerimentos. A CPI do Crime Organizado deve dar continuidade às oitivas e diligências nas próximas semanas.
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