BRASIL - O STF julga acusados de mandar matar Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes nesta terça-feira (24), e as defesas dos réus pediram absolvição por falta de provas. O julgamento ocorre na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal.
Durante a sessão, advogados sustentaram que a Procuradoria-Geral da República (PGR) não apresentou elementos suficientes para comprovar a participação dos acusados no crime. Já a PGR pediu a condenação dos envolvidos por homicídio qualificado e outros crimes relacionados.
STF julga acusados de mandar matar Marielle
A denúncia envolve cinco réus, apontados como mandantes ou participantes da organização criminosa. São eles:
- Domingos Inácio Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro;
- João Francisco Inácio Brazão, deputado federal cassado;
- Rivaldo Barbosa de Araújo Júnior, delegado e ex-chefe da Polícia Civil do RJ;
- Ronald Paulo Alves Pereira, major da Polícia Militar;
- Robson Calixto Fonseca, policial militar e ex-assessor de Domingos Brazão.
Segundo a PGR, os quatro primeiros respondem por duplo homicídio qualificado e tentativa de homicídio contra a assessora Fernanda Chaves. Robson Calixto responde por organização criminosa.
Defesas alegam falta de provas
As defesas afirmaram que não há provas que sustentem a acusação.
O advogado de Rivaldo Barbosa declarou que, após diversas diligências, não foram encontrados elementos que justificassem a denúncia por assassinato, corrupção ou lavagem de dinheiro. A defesa também contestou a tese de que o delegado teria sido nomeado ao cargo por influência dos irmãos Brazão.
Já a defesa de João Francisco Brazão questionou a consistência da delação que embasa parte da acusação e afirmou que o processo não apresenta provas robustas.
No caso de Ronald Paulo Alves Pereira, o advogado sustentou que não há comprovação de participação no crime e pediu a absolvição do réu.
Próximos passos do julgamento
O julgamento segue com a análise dos ministros da Primeira Turma. A decisão pode resultar na condenação ou absolvição dos acusados, conforme o entendimento da Corte sobre as provas apresentadas no processo.
O caso envolve o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ocorrido em 2018, no Rio de Janeiro, e segue sob análise do Supremo.
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