LEALDADE AO EX-PRESIDENTE

Tarcísio volta a rebater críticas sobre “submissão” a Bolsonaro

Governador de São Paulo afirma que lealdade não pode ser confundida com dependência política e reforça apoio a Flávio Bolsonaro.

Ipolítica, com informações do Estadão

Tarcísio de Freitas reage a críticas sobre suposta submissão a Bolsonaro e diz que lealdade não deve ser confundida com dependência.
Tarcísio de Freitas reage a críticas sobre suposta submissão a Bolsonaro e diz que lealdade não deve ser confundida com dependência. ( Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

BRASIL - O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), voltou a rebater críticas de que seria “submisso” ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Sem citar nomes, a declaração foi interpretada como resposta ao presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab.

"Acho interessante que as pessoas, às vezes, querem rotular lealdade como submissão, uma coisa não tem nada a ver com a outra. Infelizmente, amizade e lealdade na política viraram atributos raros. As pessoas agem por interesse próprio, deixam de ter o pé no chão.", afirmou Tarcísio nesta quinta-feira, 19.

“Quem fala em submissão não entende nada sobre amizade e valores”, completou.

Apoio a Flávio e reconhecimento a Bolsonaro

Tarcísio reiterou que reconhece a importância de Bolsonaro em sua trajetória política. Ele relembrou que, durante três anos, afirmou que apoiaria o candidato escolhido pelo ex-presidente — decisão que recaiu sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Segundo o governador, o Brasil “precisa de uma alternativa” diante do que classificou como “falta de projeto”. Ele afirmou ainda que Flávio pode apresentar uma proposta de longo prazo voltada à prosperidade do País.

As declarações de Kassab

Há cerca de três semanas, Kassab declarou, em entrevista ao UOL News, que gratidão e lealdade não devem ser confundidas com ausência de identidade própria.

“Uma coisa é gratidão, reconhecimento, lealdade; outra coisa é submissão”, disse o dirigente partidário na ocasião.

Kassab também afirmou que Tarcísio reúne atributos para se consolidar como liderança nacional e que, nessa condição, precisaria demonstrar posicionamento próprio.

As declarações evidenciam a tensão nos bastidores da centro-direita sobre protagonismo e identidade política em meio às articulações para a eleição presidencial de 2026.

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