‘Mais enfático do que isso?’, diz Tarcísio sobre cobrança por apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro
Governador de São Paulo nega pressão por apoio ao senador, justifica ausência em visita a Jair Bolsonaro e reafirma foco na reeleição estadual
BRASIL - O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que não se sentiu pressionado a declarar apoio mais explícito à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República e classificou como exageradas as cobranças feitas por aliados bolsonaristas após o cancelamento de uma visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro, preso em Brasília.
“Mais enfático do que isso?”, reagiu Tarcísio ao ser questionado sobre a desconfiança de bolsonaristas em relação ao seu posicionamento político.
Segundo o governador, não houve qualquer tipo de pressão por parte de Flávio Bolsonaro e o apoio à candidatura do senador ocorrerá naturalmente.
“Não tem nada de pressão. Até porque agora a gente vai trabalhar muito em prol do Flávio Bolsonaro, não vai ter problema nenhum com relação a isso. Acho que, com o tempo, as coisas vão se acomodando. Isso é absolutamente normal”, afirmou.
Foco em São Paulo e reeleição
Tarcísio voltou a reforçar que suas declarações públicas sempre foram coerentes com o projeto de buscar a reeleição ao governo de São Paulo, no Palácio dos Bandeirantes. Ele minimizou informações divulgadas nos bastidores sobre supostas articulações para disputar a Presidência da República, classificando-as como “especulações”.
“Tem muitos projetos que estão sendo estruturados que são de longo prazo. Eu continuo focado no meu projeto de São Paulo, não tem nada diferente disso”, declarou.
O governador também descartou qualquer mudança de planos no curto prazo.
“O que vai acontecer em abril? Nada. Eu vou continuar tocando o barco, não vou apresentar carta de renúncia, não vou me descompatibilizar e vou focar num projeto de longo prazo de São Paulo”, completou.
Visita cancelada a Bolsonaro
Tarcísio não detalhou quais compromissos o impediram de visitar Jair Bolsonaro no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha. Na agenda oficial, constaram apenas “despachos internos”.
Ao fim do dia, o governo paulista anunciou mudanças no secretariado, com impacto direto na articulação política:
- Arthur Lima, então chefe da Casa Civil, foi transferido para a Secretaria da Justiça;
- Roberto Carneiro, presidente estadual do Republicanos, assumiu a Casa Civil;
- Fábio Prieto deixou a Secretaria da Justiça para retornar à advocacia.
Ajustes políticos para o ano eleitoral
Segundo Tarcísio, as mudanças fazem parte do processo natural de ajustes administrativos em ano eleitoral. Ele afirmou que sentiu necessidade de reforçar o perfil político da Casa Civil, pasta responsável pela liberação de emendas e pela relação com a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).
Arthur Lima, agora na Secretaria da Justiça, cogita disputar uma vaga de deputado federal nas eleições de outubro.
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