fraude no INSS

Prisão domiciliar é concedida a ex-assessor de Weverton investigado por fraudes no INSS

Ministro André Mendonça autorizou prisão domiciliar humanitária a Gustavo Gaspar, com uso de tornozeleira e entrega de passaportes.

Ipolítica, com informações do g1

Justiça concede prisão domiciliar a ex-assessor de Weverton.
Justiça concede prisão domiciliar a ex-assessor de Weverton. (Waldemir Barreto/Agência Senado)

BRASIL - O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu prisão domiciliar ao ex-assessor do senador Weverton Rocha (PDT-MA), Gustavo Marques Gaspar, investigado por envolvimento em esquema de fraudes e desvios de aposentadorias e pensões do INSS.

A decisão foi proferida nesta quarta-feira (11) e atende a pedido da defesa, que alegou razões humanitárias. Segundo os advogados, a esposa de Gaspar sofreu um AVC e necessita de cuidados permanentes.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) concordou com a substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar.

Prisão domiciliar foi concedida por razões humanitárias

O STF determinou a realização de perícia médica pela Polícia Federal para avaliar o estado de saúde da esposa do investigado. O laudo confirmou a incapacidade, segundo a decisão.

Ao conceder a prisão domiciliar, Mendonça afirmou que, embora estivessem presentes os requisitos para manutenção da preventiva, surgiram fatos posteriores que justificam a medida.

“Muito embora os requisitos para a decretação da sua prisão preventiva estejam todos presentes, fato comunicado após a concretização da medida aponta para questões humanitárias que justificam o acolhimento do pleito”, afirmou o ministro.

Medidas impostas pelo STF

Apesar da concessão da prisão domiciliar, o ex-assessor deverá cumprir uma série de restrições:

  • Uso de tornozeleira eletrônica;
  • Entrega dos passaportes;
  • Proibição de contato com outros investigados;
  • Cumprimento integral das condições fixadas pelo STF.

Investigação aponta atuação em núcleo político

Segundo a Polícia Federal, Gustavo Gaspar integraria o chamado “núcleo político-institucional” da organização investigada na Operação Sem Desconto, que apura desvios de recursos de aposentados e pensionistas.

Gaspar foi assistente parlamentar sênior na liderança do PDT em 2019, indicado por Weverton Rocha. Para os investigadores, ele atuava como braço direito do senador.

A PF afirma que Gaspar mantinha relação próxima com pessoas ligadas a Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como operador do esquema.

Entre os indícios citados pela investigação estão:

  • Registro de entrega de R$ 40 mil em dinheiro vivo;
  • Planilhas com movimentações financeiras;
  • Anotação de pagamento de R$ 100 mil destinado a “Gasparzinho”.
Senador nega irregularidades

Para a PF, Weverton Rocha teria posição de liderança política dentro da estrutura investigada e foi alvo de busca e apreensão em dezembro de 2025.

À época, o senador negou envolvimento em irregularidades e afirmou que não há provas que o vinculem a desvios de recursos.

Em nota, declarou que segue colaborando com as investigações e confia no reconhecimento de sua inocência.

A decisão sobre a prisão domiciliar de Gustavo Gaspar mantém o investigado sob monitoramento eletrônico enquanto o processo segue em análise no Supremo Tribunal Federal.

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