Caso Master

PF cancela depoimentos de ex-sócios do Banco Master após defesas avisarem que ficariam em silêncio

Somente ex-diretor de compliance do banco deve ser ouvido nesta terça-feira

Ipolítica, com informações do Estadão

A Polícia Federal cancelou os depoimentos dos ex-sócios do Banco Master, Augusto Lima e Ângelo Ribeiro, após as defesas comunicarem que eles permaneceriam em silêncio
A Polícia Federal cancelou os depoimentos dos ex-sócios do Banco Master, Augusto Lima e Ângelo Ribeiro, após as defesas comunicarem que eles permaneceriam em silêncio (Rovena Rosa/Agência Brasil)

BRASÍLIA – A Polícia Federal cancelou os depoimentos dos ex-sócios do Banco Master, Augusto Lima e Ângelo Ribeiro, após as defesas comunicarem que eles permaneceriam em silêncio por não terem tido acesso ao teor integral das investigações.

Também foi desmarcado o depoimento de Robério Mangueira, ex-superintendente de Operações Financeiras do Banco Regional de Brasília (BRB), pelo mesmo motivo. Com isso, apenas o ex-diretor de Compliance do Banco Master, Luiz Antônio Bull, deve ser ouvido nesta terça-feira (27).

Último dia da rodada de oitivas

Esta terça-feira marca o último dia da rodada de depoimentos agendada pela Polícia Federal para aprofundar as investigações sobre supostas irregularidades na tentativa de venda do Banco Master ao BRB e na comercialização de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito consignado falsificadas.

Segundo a PF, os advogados dos investigados solicitaram a dispensa das oitivas alegando que ainda não tiveram acesso às provas colhidas na primeira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em novembro. Entre os materiais citados estão extrações de dados de celulares e documentos apreendidos.

Diante do aviso prévio de que os investigados permaneceriam em silêncio, os próprios investigadores optaram por dispensar os depoimentos.

Depoimento de ex-sócio era considerado estratégico

O depoimento de Augusto Lima era considerado relevante para a investigação porque a operação envolvendo as carteiras de crédito consignado utilizou documentos de duas associações de servidores do governo da Bahia, criadas pelo empresário.

Segundo a apuração, Lima era o responsável pelo negócio de crédito consignado em folha de servidores, operação que impulsionou o crescimento do Banco Master. Ele também mantém proximidade com políticos do PT da Bahia.

Silêncio marcou oitivas anteriores

Na segunda-feira (26), apenas o ex-diretor de Finanças do BRB, Dário Oswaldo Garcia Junior, respondeu às perguntas dos investigadores. Outros três investigados optaram pelo silêncio.

Um deles, o ex-superintendente de Tesouraria do Banco Master, Alberto Felix de Oliveira, fez apenas uma manifestação inicial, afirmando que não tinha autonomia para elaborar contratos e que não foi responsável pela venda das carteiras de crédito consignado ao BRB. Em seguida, ele se recusou a responder às perguntas da Polícia Federal.

PF avalia nova convocação

Com o cancelamento das oitivas, a Polícia Federal vai avaliar se os investigados serão novamente convocados para depor antes da conclusão da investigação.

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