Júri

Assassino confesso de Décio Sá é julgado pela morte de corretor de veículos no Piauí

Segundo a polícia piauiense, Jhonatan Silva e Elker Farias são suspeitos do homicídio de Fábio Brasil, que aconteceu em março de 2012, na área central de Teresina e teriam recebido R$ 100 mil pelo crime.

imirante.com

- Atualizada em 25/08/2022 às 15h53
Fábio Brasil foi morto na área central de Teresina, no Piauí.
Fábio Brasil foi morto na área central de Teresina, no Piauí. (Foto: Divulgação)

BRASIL -  O assassino confesso do jornalista Décio Sá, Jhonatan de Souza Silva, está sendo julgado nesta quinta-feira (25) pelo Tribunal Popular do Júri da comarca de Teresina, no Piauí pela morte do corretor de veículos Fábio dos Santos Brasil Filho. O crime aconteceu no dia 31 de março de 2012, na capital piauiense.

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No fórum de Teresina, além de Jhonatan Silva, também está sendo julgado Elker Farias Veloso pela morte de Fábio Brasil. No assassinato de Décio Sá, o Tribunal de Justiça do Maranhão acabou despronunciado Elker Veloso desse processo.

O julgamento do assassinato do corretor de veículos está sendo presidido pelo juiz Antônio Nollêto e o promotor de Justiça Rômulo Cordão representando o Ministério Público. Para a sessão, Jhonatan Silva foi recambiado do presídio de Pedrinhas, em São Luís no Maranhão, enquanto, Elker Veloso veio do presídio no estado de Minas Gerais.

Morte de Fábio Brasil

Segundo a Polícia Civil do Piauí, pelo assassinato de Fábio Brasil foram indiciadas seis pessoas, mas, na quinta-feira (25) serão julgados Jhonatan Silva, que é acusado de realizar os tiros; e Elker Farias, que conduziu o veículo que deu fuga a Jhonatan.

Jhonatan Silva e Elker Farias são suspeitos de integrar um grupo de agiotagem que tem contratos de licitação ilegal com diversas cidades do Maranhão. Ainda de acordo com a polícia, Fábio Brasil teria participado desse grupo, mas em razão de desentendimento, a morte dele acabou sendo encomendada.

A polícia também informou que Fábio Brasil foi morto a tiros no dia 31 de março de 2012 dentro de um veículo, na avenida Miguel Rosa, em Teresina. Jhonatan Silva e Elker Farias teriam recebido R$ 100 mil pelo crime. 

Assassinato de Décio Sá

O jornalista da editoria de Política do O Estado e blogueiro, Aldenísio Décio Leite de Sá, Décio Sá, de 42 anos, foi morto no dia 23 de abril de 2021 a tiros em um bar da Avenida Litorânea, em São Luís.

Após mais de dez anos do assassinato do jornalista e sendo um caso considerado pela polícia como elucidado, inclusive, com autoria e motivação esclarecida, mas, ainda reina a sensação de impunidade em razão dos mandantes não terem sido julgados no Fórum Desembargador Sarney Costa, no Calhau.

Em agosto de 2013, um total de 11 acusados de participarem direta e indiretamente desse crime foram pronunciados pelo Poder Judiciário para serem julgados pelo Tribunal do Júri. Entre os pronunciados, até o momento, apenas dois foram julgados e condenados.

Um deles foi o assassino confesso Jhonathan de Souza Silva, condenado a 27 anos e cinco meses de prisão. Enquanto, o outro é o piloto da motocicleta que deu fuga a Jhonathan Silva, identificado como Marcos Bruno Silva de Oliveira. Ele teve uma pena de 18 anos e três de reclusão.

Os outros acusados recorreram da decisão de pronúncia e os recursos subiram por translado ao Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA), no dia 13 de dezembro de 2013. Em sessão extraordinária, o Tribunal de Justiça despronunciou (tornar nula decisão que levaria os réus a júri popular) cinco acusados da morte do jornalista.

Os cinco seriam julgados por homicídio e formação de quadrilha. São eles: os policiais Alcides Nunes da Silva e Joel Durans Medeiros, que eram acusados de participar dos encontros para planejar o assassinato de Décio Sá; o capitão da Polícia Militar, Fábio Aurélio Saraiva Silva, o Fábio Capita, acusado de fornecer a arma do crime; Elker Farias Veloso, acusado de auxiliar no assassinato; e Fábio Aurélio do Lago e Silva, o Bochecha, que era acusado de alugar a residência para o Jhonathan Silva.

O Tribunal de Justiça manteve os julgamentos em júri popular do suposto agiota José de Alencar Miranda Carvalho, Gláucio Alencar Pontes Carvalho, que é filho de José de Alencar; e do empresário José Raimundo Sales Chaves Júnior, Júnior Bolinha.

Em relação a participação de Shirliano Graciano de Oliveira, o Balão, na morte do jornalista, o Tribunal de Justiça considerou que não há nos autos do processo indícios de participação dele na ação criminosa.

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