Polícia Civil afirma que ainda não há responsáveis definidos pelo desaparecimento de crianças em Bacabal
Após quase 50 dias de buscas pelos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, o inquérito que apura o caso ainda não foi concluído.
BACABAL - Quase 50 dias após o desaparecimento dos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, ainda não existem respostas concretas sobre o que de fato aconteceu com as crianças, que desapareceram no dia 4 de janeiro em Bacabal, no Maranhão. Segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-MA), o inquérito que apura o desaparecimento das crianças ainda não foi concluído.
“A Polícia Civil constituiu uma comissão de investigação e segue com os trabalhos, não sendo possível, neste momento, apontar circunstâncias, responsabilidades ou conclusões definitivas. Novas informações serão divulgadas tão logo a apuração seja finalizada, em respeito à transparência e à correta condução do processo investigativo”, afirmou a SSP por meio de nota enviada ao imirante.com neste sábado (21).
Polícia afirma que ainda não há responsáveis definidos em caso de crianças
De acordo com as autoridades, as linhas de investigação sobre o caso permanecem sendo analisadas. Uma comissão especial da Polícia Civil, composta por dois delegados de São Luís e uma delegada de Bacabal, conduz o inquérito. De acordo com Martins, diversas diligências foram realizadas, incluindo reconstruções de trajetos e análises técnicas.
Leia a nota na íntegra:
A Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) reitera que o inquérito que apura o desaparecimento das crianças ainda não foi concluído. A Polícia Civil constituiu uma comissão de investigação e segue com os trabalhos, não sendo possível, neste momento, apontar circunstâncias, responsabilidades ou conclusões definitivas.
A SSP reforça que todas as diligências necessárias estão sendo realizadas para esclarecer. Novas informações serão divulgadas tão logo a apuração seja finalizada, em respeito à transparência e à correta condução do processo investigativo.
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Entre as ações já executadas estão:
- Reconstrução do trajeto do carroceiro que encontrou o primo das crianças;
- Reconstituição do último local onde os três menores estiveram juntos;
- Participação de um menor nas diligências, mediante autorização judicial;
- Solicitação de relatórios de todas as forças envolvidas nas buscas.
O delegado reforça que os documentos produzidos por equipes com cães farejadores e canoas serão anexados como prova material. Corpo de Bombeiros, Marinha e Exército também devem repassar relatórios completos.
O dia do desaparecimento
Os irmãos Ágatha e Allan desapareceram em 4 de janeiro, no Quilombo de São Sebastião dos Pretos, zona rural de Bacabal. Elas estavam acompanhadas do primo Anderson Kauan, de 8 anos, que foi encontrado três dias depois por carroceiros no povoado Santa Rosa.
Primeiras buscas e avanço das operações
Nos primeiros 20 dias, a força-tarefa percorreu mais de 200 km em operações terrestres e aquáticas. A Marinha vasculhou 19 km do rio Mearim, sendo cinco deles de forma minuciosa.
A partir de 23 de janeiro, as buscas passaram a ter foco maior na investigação policial, após a varredura completa das áreas inicialmente mapeadas. As equipes permanecem de prontidão para retomar operações caso surjam novos indícios.
Mais de mil pessoas participaram das ações, incluindo:
- Polícia Civil
- Polícia Militar e Batalhão de Choque
- Força Estadual Integrada de Segurança Pública
- Centro Tático Aéreo (CTA)
- Exército Brasileiro
- Corpo de Bombeiros
- Voluntários
A base da força-tarefa permanece instalada no quilombo onde as crianças moravam.
Relato do primo ajudou a reconstruir trajeto
O menino de 8 anos, que ficou três dias perdido na mata, recebeu autorização judicial para participar das buscas. Ele relatou que o grupo entrou por um caminho alternativo para evitar ser visto por um tio e acabou se perdendo.
Segundo o relato:
- Eles buscavam um pé de maracujá próximo à casa do pai do menino;
- Entraram por outro lado da mata para não serem vistos;
- Não encontraram frutas para comer;
- Não havia adultos acompanhando o trajeto.
A “casa caída” e a separação das crianças
Uma das pistas mais importantes foi a descrição de uma casa abandonada, chamada pelo menino de “casa caída”, com objetos velhos no interior. Cães farejadores confirmaram o cheiro das três crianças no local.
O menino relatou que:
- Eles se abrigaram ao pé de uma árvore próxima à casa;
- As crianças estavam extenuadas;
- Ele seguiu por um lado da choupana, enquanto os primos seguiram por outro.
A distância até o local pode chegar a 12 km, considerando obstáculos naturais.
Tecnologia e equipamentos usados nas buscas
As equipes utilizaram:
- Cães farejadores
- Drones com câmeras termais
- Mergulhadores
- Botes e lanchas
- Aeronaves do CTA
- Sonar side scan da Marinha para varredura subaquática
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