BACABAL – O menino de 8 anos encontrado com vida após desaparecer em uma área de mata no Quilombo São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, recebeu alta médica e retornou à comunidade onde mora. Anderson Kauã foi acolhido pela família e passou a viver em uma casa nova, doada pela Prefeitura de Bacabal.
Menino colabora com informações sobre o desaparecimento
Após deixar o hospital, Anderson Kauã passou a auxiliar as equipes de segurança nas buscas pelos primos, Ágatha Isabelly, de seis anos, e Allan Michael, de quatro, que seguem desaparecidos. A colaboração de Kauã ocorre com autorização judicial e acompanhamento de profissionais, respeitando o estado emocional da criança.
Segundo as autoridades, os relatos têm ajudado a refinar as áreas de busca, especialmente em trechos de mata e proximidades de cursos d’água na região.
Operação reúne centenas de pessoas e diversos recursos
As buscas pelas duas crianças desaparecidas continuam mobilizando uma força-tarefa formada por bombeiros, policiais civis e militares, além de voluntários e moradores da comunidade. A operação utiliza cães farejadores, equipes de mergulho e varreduras terrestres em áreas de difícil acesso.
Desde o desaparecimento, ocorrido no início do mês, diversas linhas de investigação vêm sendo analisadas, enquanto as equipes seguem empenhadas na tentativa de localizar as crianças.
Família e criança recebem suporte especializado
Após ter sido encontrado com vida, Anderson Kauã segue recebendo acompanhamento psicológico e social, assim como os familiares, diante do impacto emocional provocado pelo desaparecimento dos primos. As autoridades reforçam que os trabalhos continuam até que o caso seja totalmente esclarecido.
“Chamei e ninguém respondeu”, diz avó de crianças desaparecidas em Bacabal
Em entrevista ao Fantástico, da TV Globo, a avó das crianças, Francisca Cardoso, contou que percebeu a ausência dos netos ainda pela tarde.
Segundo a avó, antes de sair para Bacabal, a mãe das crianças avisou que Ágata e Allan estavam brincando. “Já dei banho, eles já almoçaram e já merendaram”, disse. Anderson Kauã, de oito anos, estava com a avó e almoçou na casa dela.
Algum tempo depois, ao notar o silêncio, a avó chamou pelos netos várias vezes, mas não obteve resposta. “De três e meia para quatro horas… Mas aí chamei e ninguém respondeu”, relatou a avó. Diante da situação, familiares iniciaram imediatamente as buscas e passaram a noite procurando as crianças em áreas de matagal da região. “Passamos foi a noite no mato”, afirmou.
Área de buscas pelas crianças desaparecidas
Com o passar dos dias, a área de buscas foi ampliada e organizada. Um espaço superior a quatro quilômetros quadrados foi dividido em 45 quadrantes, percorridos por equipes que compartilham a localização em tempo real por meio de aplicativos de celular.
Mesmo com a chuva registrada na região, as buscas continuam na manhã desta segunda-feira (19). No sábado (17), a operação foi reforçada com a chegada de 11 militares da Marinha do Brasil, que iniciaram uma nova etapa dos trabalhos.
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