BACABAL - Com autorização da Justiça do Maranhão, o menino de 8 anos, primo de Ágatha Isabelly, de 6 anos, e de Allan Michael, de 4, participou das buscas pelas duas crianças, que estão desaparecidas há 18 dias no município de Bacabal, no interior do estado.
Acompanhado por policiais e por equipes da rede de proteção à infância, o menino indicou os últimos trajetos que percorreu com os primos até o momento em que foi encontrado. Segundo as autoridades, ele confirmou as informações que já havia prestado à Polícia Civil e aos psicólogos responsáveis pelo acompanhamento do caso.
Menino ajuda em buscas por crianças em Bacabal
Durante as buscas, a criança também esteve em uma cabana conhecida como “casa caída”, localizada a cerca de 500 metros do rio Mearim. De acordo com o relato do menino, esse foi o último local onde esteve com os primos antes de sair à procura de ajuda.
Cães farejadores utilizados na operação confirmaram a presença das crianças no local. A cabana fica no povoado São Raimundo, na zona rural de Bacabal, e já vinha sendo monitorada pelas forças de segurança.
Justiça autoriza menino a auxiliar buscas no MA
Segundo a Polícia Civil, uma rede de proteção foi montada para preservar o menino de qualquer tipo de exposição ou assédio. Ele seguirá recebendo acompanhamento psicológico de forma contínua.
“Esse dano emocional vai existir. Por isso, esse cuidado e esse acompanhamento precisam ser mantidos para evitar danos emocionais maiores e impedir que ele seja revitimizado”, explicou a psicóloga Ana Letícia.
O menino recebeu alta hospitalar nesta terça-feira (20), após passar 14 dias internado. Ele foi encontrado no dia 7 de janeiro por carroceiros que trafegavam por uma estrada vicinal em um povoado de Bacabal, depois de ter ficado desaparecido por três dias.
Ponto de apoio em área já vasculhada é desmontado
Com a nova fase de buscas pelas crianças desaparecidas em Bacabal, a base de apoio montada na comunidade começou a ser desmontada, pois a área já foi completamente vasculhada.
Buscas por crianças desaparecidas conta com com side scan sonar e equipe da Marinha
As operações no Rio Mearim foram intensificadas com ações aquáticas e subaquáticas. Para isso, está sendo utilizado o side scan sonar, equipamento que permite o mapeamento detalhado do fundo do rio, mesmo em águas turvas. Paralelamente, as buscas continuam na mata.
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No último sábado (17), a operação ganhou reforço com a chegada de 11 militares da Marinha do Brasil, que iniciaram uma nova etapa dos trabalhos na região.
A Polícia Civil segue investigando o caso e não descarta nenhuma hipótese, incluindo a possibilidade de sequestro. As investigações continuam para esclarecer o desaparecimento das crianças.
Side Scan Sonar: veja como funciona o equipamento usado nas buscas
Os militares utilizam equipamentos como o side scan sonar, tecnologia capaz de gerar imagens do fundo de rios e lagos. As buscas também avançam pelo Rio Mearim e por um lago da região, com apoio de lancha voadeira e motoaquática.
A Marinha solicitou que o número de embarcações na área das buscas fosse reduzido para aumentar a eficiência das operações.
De acordo com a Marinha, o sonar pode apontar:
- Objetos submersos: embarcações afundadas, galhos e detritos.
- Mudanças no terreno: buracos ou elevações no fundo do rio.
- Substâncias na água: óleo ou resíduos.
- Alterações de visibilidade: trechos com turbidez ou neblina subaquática.
“A gente consegue ver a coluna d'água e o leito ali com uma imagem muito nítida, muito perfeita, independentemente da turbidez, se a água é clara ou escura”, disse o capitão Simões Júnior, da Capitania dos Portos do Maranhão.
O equipamento já foi utilizado em outras operações de resgate de grande porte, como no desabamento da Ponte Juscelino Kubitschek (Ponte JK), entre os municípios de Aguiarnópolis (TO) e Estreito (MA).
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