No interior do MA

VÍDEO: força-tarefa mantém buscas por irmãos desaparecidos; operação entra no 14º dia

As operações seguem intensificadas e envolvem equipes terrestres, aéreas e subaquáticas, com apoio de profissionais de outros estados.

Imirante.com

BACABAL - As buscas pelas crianças Ágatha Isabelle, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, entraram no 14º dia na madrugada deste sábado (17), no município de Bacabal, no Maranhão. As operações seguem intensificadas e envolvem equipes terrestres, aéreas e subaquáticas, com apoio de profissionais de outros estados.

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Imagens das ações realizadas ao longo da semana mostram equipes da força-tarefa de buscas atuando em áreas de mata fechada, consideradas pontos estratégicos pelas equipes de resgate. Ao identificar possíveis rastros, os animais sinalizam os locais, permitindo que os trabalhos avancem de forma coordenada.

Força-tarefa amplia buscas por crianças no MA

O material também registra o uso de helicópteros, que ampliam o alcance das buscas ao sobrevoar regiões de difícil acesso, auxiliando na varredura de grandes trechos de mata.

Buscas por irmãos desaparecidos continuam. (Foto: reprodução)

Na última quarta-feira (15), os trabalhos foram reforçados em áreas alagadas. Além de lagoas da região, o Rio Mearim passou a integrar oficialmente as operações. Mergulhadores realizaram buscas subaquáticas, principalmente em pontos previamente indicados pelos cães farejadores. A ação conta com reforço de profissionais enviados dos estados do Pará e do Ceará.

Durante as buscas, os cães indicaram que as crianças estiveram em uma casa abandonada, conhecida como “casa caída”, localizada no povoado São Raimundo, na zona rural de Bacabal. A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP).

Crianças desaparecidas: buscas seguem em Bacabal. (Foto: divulgação)

De acordo com o Corpo de Bombeiros do Maranhão, o imóvel fica a cerca de 3,5 quilômetros em linha reta da comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, onde as crianças desapareceram. No entanto, devido a obstáculos naturais, como mata, trilhas e lagoas, o trajeto percorrido pode chegar a aproximadamente 12 quilômetros.

Segundo o secretário de Segurança Pública, Maurício Martins, a casa já havia sido mencionada pelo menino Anderson Kauã, de 8 anos, resgatado no último dia 7. Ele relatou que chegou ao local com os primos em uma das noites, deixou Ágatha e Allan na residência e saiu em busca de ajuda.

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“Os cães confirmaram que as três crianças passaram pelo local. Houve reconhecimento por fotografias e por objetos encontrados na casa, como colchão, cadeiras e botas”, afirmou o secretário.

Apesar das indicações, nenhuma pista conclusiva sobre o paradeiro das crianças foi encontrada até o momento. Com isso, a SSP informou que a estratégia agora é ampliar o perímetro das buscas e intensificar os trabalhos em uma área ainda maior.

Relato da criança

Segundo informações do Instituto de Perícias para Crianças e Adolescentes (IPCA), Anderson relatou que deixou os dois primos no abrigo improvisado e saiu em busca de ajuda.

Anderson foi encontrado no dia 7 de janeiro por produtores rurais que passavam pela região. A presença das três crianças na área foi indicada por cães farejadores que integram a força-tarefa responsável pelas buscas por Ágatha Isabelly e Allan Michael há quase duas semanas.

Ágata Isabelle, de cinco anos, e Allan Michael, de quatro anos, seguem desaparecidos. (Foto: Divulgação)

A “casa caída”

Chamada por policiais como “casa caída”, foi apontada por cães farejadores como um dos locais por onde passaram os irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos. Trata-se de um abrigo simples, feito de barro, troncos de madeira e coberto por palha. A estrutura fica no povoado São Raimundo, na zona rural de Bacabal, no interior do Maranhão.

De acordo com o Corpo de Bombeiros do Maranhão, o local fica a cerca de 3,5 km em linha reta da comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, onde as crianças desapareceram há 13 dias. O local, que pode servir como ponto de parada para pescadores, fica à margem do rio Mearim. Dentro da estrutura foram encontrados um colchão, botas e um banco.

O local está a aproximadamente 12 km do ponto do desaparecimento, levando em consideração obstáculos como trilhas, lagoas e áreas de mata. O ponto foi descrito por Anderson Kauã, de 8 anos, após ser encontrado no dia 7 de janeiro. Ele relatou à equipe multiprofissional do Instituto de Perícias para Crianças e Adolescentes (IPCA), que o acompanha, que chegou ao local com os primos e que deixou os dois na casa enquanto saiu em busca de ajuda.

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