Som da Semana

Conheça o reggae da banda Cena Roots

O quarteto maranhense está em turnê pela Europa.
André Nadler / Na Mira19/08/2017 às 10h00

SÃO LUÍS - O Maranhão é referência quando o assunto é reggae e atualmente alguns novos nomes estão ganhando destaque tanto no cenário local quanto no circuito brasileiro. A banda Cena Roots surge como uma das promessa da sua vertente musical e atualmente está fazendo shows na Suécia, dentro de uma turnê pela Europa.

A Cena Roots foi formada em 2014 e conta com o Victor Freire (baixo e vocal), Vini Freire (guitarra e vocal), Igor Freire (teclado e backing vocal) Noan Felipe (bateria) como integrantes. O quarteto viaja dentro dos diversos ambientes do ritmo jamaicano, mas sempre prezando as raízes do reggae por meio de suas principais influências musicais como Bob Marley and The Wailers , The Abyssinians e Steel Pulse.

Mesmo com pouco tempo de estrada, a banda vem adquirindo experiência com diversas performances e já chegou a viajar boa parte do litoral da região Nordeste do Brasil com suas apresentações. O Imirante.com entrevistou a Cena Roots para conhecer os bastidores de um dos principais nomes da nova safra do reggae maranhense. Veja:

1. A Cena Roots é uma banda que apresenta uma ligação forte com as raízes do reggae. Qual a essência para as composições do grupo?

Cena Roots - Nós temos o intuito de mostrar as pessoas a música Reggae, que é um estilo que transmite serenidade e traz uma certa reflexão diante das situações sociais. As letras transitam entre diversos temas, mas o mais importante é deixar com as pessoas que nos escutam, mensagens de esperança e superação.

2. A banda atualmente está em turnê pela Europa. Como surgiu a oportunidade de tocar em outro continente?

Cena Roots - Desde o começo desse ano a Cena Roots começou uma viagem pelo litoral brasileiro e nessa jornada conhecemos muitas pessoas que trabalham com a música, de vários lugares diferentes do mundo. Na Bahia fizemos um grande amigo que produz o festival cultural brasileiro chamado Brasseveckan, na Suécia. Dai surgiu o convite para virmos tocar e desde então estamos em turnê.

3. Dizem que a música não possui um idioma específico e é uma expressão universal. Qual a sensação de cantar em português através de países que possuem outra língua?

Cena Roots - É emocionante ver como as pessoas se familiarizam com a energia do som, que mesmo sendo cantado em uma língua distinta, se sintonizam na mesma frequência que a banda. É ai que sentimos de fato que a música é uma linguagem universal. Mas embora a maioria das nossas composições sejam em português, nós também compomos em Inglês e Espanhol, o que facilita o alcance da nossa mensagem.

4. Durante a carreira de toda banda, apresentações de todos os tipos surgem e shows grandes e pequenos fazem parte da história de qualquer grupo. Para a Cena Roots, vocês preferem tocar em eventos com estruturas de grande porte ou em shows mais intimistas e com o público mais próximo da banda?

Cena Roots - Nós gostamos de ambos. Cada show tem seu encanto, o importante é sentir que as pessoas estão se sentindo parte daquele momento, isso nos empolga e o show independente do seu porte, se torna algo incrível.

5. Nas letras das músicas compostas pela Cena Roots é fácil encontrar temas que versam sobre amor, igualdade, paz e justiça. Como vocês enxergam a atual situação do Brasil em relação a esses sentimentos?

Cena Roots - Nós conseguimos perceber a insatisfação da população e o sentimento de revolta de acordo com a atual situação do Brasil. Nós sentimos que as pessoas precisam ouvir justamente aquilo do que carece o país. Por isso tentamos fazer a nossa parte com letras positivas mesmo diante dos problemas cotidianos. É assim que conseguimos forças para melhoras as coisas ao nosso redor, uma luta diária.

6. O reggae de radiola também faz parte da cultura do estilo musical na capital maranhense. Vocês acompanham o desenvolvimento desse segmento?

Cena Roots - Nós gostamos muito do estilo do Reggae maranhense, essa é a nossa essência. Nós não temos acompanhado muito a vertente da radiola no periodo de viagens, mas vemos que tem ganhado bastante força com alguns incentivos culturais.

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