Pergentino Holanda

Primeira entrevista de Carlos Brandão após vitória

Mais: Discrepâncias nas pesquisas

PH

O governador reeleito Carlos Orleans Brandão entre o Repórter PH e o ex-ministro Sarney Filho, na TV Mirante, após a primeira entrevista dada nos estúdios da emissora, após sua retumbante vitória nas urnas
O governador reeleito Carlos Orleans Brandão entre o Repórter PH e o ex-ministro Sarney Filho, na TV Mirante, após a primeira entrevista dada nos estúdios da emissora, após sua retumbante vitória nas urnas

Brasil partido ao meio

Com o Brasil partido ao meio, serão mais 28 dias de tensão, se a campanha reproduzir o nível de ataques exibido nos momentos derradeiros do primeiro turno.

A impossibilidade de um diálogo civilizado entre partidários de Lula e de Bolsonaro indica que as forças de segurança precisarão ficar atentas para o risco de uma escalada da violência, maior temor de quem defende a democracia.

As pesquisas erraram na projeção dos votos de Bolsonaro. Se é verdade que a votação de Lula esteve na margem de erro do Ipec e do Datafolha, também é verdade que o percentual de Bolsonaro ficou bem abaixo do que os dois indicaram.

Os institutos não conseguiram captar a força do bolsonarismo em São Paulo, onde erraram tanto na posição de Fernando Haddad (PT), que ficou em segundo lugar, atrás de Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), e não em primeiro, quanto na eleição do senador Marcos Pontes, o astronauta.

Os institutos indicavam que o senador eleito seria Márcio França (PSB).

Erros dos outros

Ciro Gomes (PDT): veterano em campanhas presidenciais, o candidato do PDT não conseguiu furar a própria bolha. Teve o azar de entrar numa disputa polarizada, não conseguiu atrair aliados e não soube encantar o eleitor. O voto útil barrou qualquer chance de crescimento e, no final da campanha, Ciro parecia perdido.

Simone Tebet (MDB): a candidatura da senadora nasceu morta, porque foi rifada pelos caciques do próprio partido. Uma parte se aliou de antemão ao ex-presidente Lula, outra se manteve fiel a Bolsonaro.

Simone tinha predicados para ir além dos 4% dos votos, mas assim como Ciro, foi prejudicada pela polarização e pela ideia do voto útil.

Soraya Thronicke (União Brasil): última a entrar na disputa, a candidata apostou em uma nota só, o imposto único, que não tem poder de seduzir eleitores.

Felipe D’Ávila (Novo): entrou e saiu da disputa sem entender que seu tom professoral não convence o eleitor médio e que seu discurso ultraliberal está desconectado da realidade da maioria dos eleitores.

Mineiro campeão de votos

Nas eleições de domingo, veio de Minas Gerais o candidato que teve a maior votação para deputado federal: Nikolas Ferreira (PL). Com apenas 26 anos, Ferreira conquistou 1,47 milhão de votos.

Ele é o terceiro deputado mais votado da história da Câmara, atrás de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), com 1,84 milhão de votos, em 2018, e Enéas Carneiro, que em 2002, conquistou 1,57 milhão de votos.

Nikolas Ferreira é formado em Direito e foi o segundo vereador mais votado em Belo Horizonte. Ele coordena o movimento Direita Minas, divulgado nas redes sociais.

Nobel de pai para filho

O Prêmio Nobel de Medicina, o geneticista sueco Svante Pääbo, é filho de outro ganhador do prêmio há 40 anos, uma raridade no mundo dos Nobel.

Um pai que só via anedoticamente, uma vez que Svante Pääbo nasceu em abril de 1955 em Estocolmo, filho de uma relação extraconjugal do bioquímico sueco Sune Bergström (Prêmio Nobel de Fisiologia e Medicina em 1982). Sua mãe é uma química estoniana, Karin Pääbo.

Além de suas pesquisas sobre o homem de Neandertal, Svante Pääbo revelou a existência de outro hominídeo arcaico diferente e até então desconhecido, o homem de Denisova, que viveu na Sibéria e sobre o qual muitas coisas são desconhecidas, em particular sua data de extinção.

 

Mais uma lenda que o vento levou: o pugilista Eder Jofre, maior peso galo do boxe, também chamado de Galo de Ouro, morreu aos 86 anos
Mais uma lenda que o vento levou: o pugilista Eder Jofre, maior peso galo do boxe, também chamado de Galo de Ouro, morreu aos 86 anos

Éder Jofre morre aos 86 anos

Em duas oportunidades estive lado a lado com o ex-pugilista e tricampeão mundial de boxe Éder Jofre – uma vez, no Ginásio do Ibirapuera, em SP, quando já aposentado do esporte ele continuou a disputar lutas em forma de exibições, e nessa noite venceu Servílio de Oliveira, o primeiro medalhista Olímpico do Boxe brasileiro. Outra vez, foi no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, quando tive o prazer de apertar a mão daquele que foi um dos meus ídolos da juventude.

Na madrugada de domingo, Éder Jofre morreu aos 86 anos, num hospital paulista, onde lutava contra uma encefalopatia traumática crônica, doença que lhe causava problemas motores e de memória, diagnosticada em 2015.

Chamado de Galo de Ouro, Jofre era considerado o maior boxeador peso galo brasileiro de todos os tempos. E foi campeão mundial da categoria de 1960 a 1965. Em 1966, decidiu se afastar do esporte, mas voltou em 1970, em nova categoria: o peso pena, uma acima do peso galo. Ganhou todos os 25 combates que enfrentou, e parou de lutar em 1976, aos 40 anos.

DE RELANCE

Discrepâncias nas pesquisas

Alguns resultados que saíram das urnas no domingo colidem frontalmente com o indicado pelas pesquisas de intenção de voto de institutos considerados renomados. As discrepâncias observadas na comparação com os números da apuração no domingo estão muito além do razoável

É indispensável que as empresas especializadas, notadamente Ipec – sucessor do Ibope – e Datafolha, com erros por margem muito acima do que suas metodologias aceitam, venham a público se explicar.

As empresas de comunicação sempre deixaram claro, desde o início da cobertura da campanha, que não fazem pesquisas eleitorais. Em todos os pleitos, contratam institutos com experiência e reputação no mercado.

Discrepâncias nas pesquisas...2

Levantamentos do gênero, sempre é importante reforçar, mostram o retrato do momento na disputa pelos votos, e não necessariamente o resultado final.

Eleições são dinâmicas e podem ser alteradas na última hora por fatores como o chamado voto útil ou pela definição dos indecisos em certa direção. Neste episódio, ficou claro que as pesquisas não conseguiram captar os movimentos dos eleitores nas 48 horas anteriores à abertura das urnas.

As discrepâncias observadas na comparação com os números da apuração no domingo estão muito além do razoável.

Discrepâncias nas pesquisas...3

Não é apenas a sociedade que merece receber justificativas plausíveis. Como clientes, as empresas contratantes não foram bem atendidas pelos institutos. O intuito da imprensa profissional é levar a melhor informação ao seu público. Se o cenário demonstrado, mesmo às vésperas da eleição, difere em larga escala do escrutínio das urnas, os veículos de comunicação também acabam prejudicados.

Não se põe em dúvida a honestidade dos principais institutos de pesquisa. Os mais tradicionais ergueram a sua reputação exatamente por terem um percentual de acertos, ao longo dos anos, muito acima de erros pontuais. Construíram trajetórias a partir da credibilidade amealhada pelo trabalho em sucessivas eleições. Se, ao contrário, tivessem amplo histórico de imprecisão por larga margem, seriam naturalmente alijados do mercado.

Até por essas razões, urge que busquem compreender o que levou aos erros e informem isso de forma transparente à sociedade.

Discrepâncias nas pesquisas...4

Ao longo dos últimos meses, inclusive empresas reconhecidas apresentavam resultados muito diferentes para um mesmo momento da disputa. Sinal de que alguém estava se equivocando.

Surgiram muitas hipóteses para explicar essa situação. Entre elas, a falta de um censo demográfico atualizado. O último é de 2010.

Esse amplo levantamento a cargo do IBGE sobre as características da população não foi realizado em 2020, devido à pandemia, e em 2021, pela insuficiência de recursos repassados pelo governo federal. Só agora, em 2022, está sendo executado.

Discrepâncias nas pesquisas...5

Dessa forma, não é possível ter uma estimativa precisa sobre as estratificações sociais em quesitos como renda, escolaridade e religião, camadas utilizadas pelos institutos nos levantamentos e que servem para definir o peso de cada recorte no resultado final.

Urge que os institutos revisem seus processos e metodologias. Devem fazer isso já, a tempo do segundo turno, sob o risco de verem sua credibilidade desmoronar ainda mais.

As empresas do setor têm o dever de prestar um bom serviço ao público, ao eleitor e aos contratantes.

 

O jornalista Clóvis Cabalau, entrevistador mais aplaudido da TV Mirante, com o governador reeleito no primeiro turno, Carlos Orleans Brandão, durante a visita que ele fez ontem à emissora líder de audiência no Maranhão
O jornalista Clóvis Cabalau, entrevistador mais aplaudido da TV Mirante, com o governador reeleito no primeiro turno, Carlos Orleans Brandão, durante a visita que ele fez ontem à emissora líder de audiência no Maranhão

Eleição que desperta paixões

A eleição nacional, sem dúvida, é a que desperta as maiores paixões. Mas a despeito do calor do embate, Lula e Bolsonaro têm de ter a consciência de que a grande maioria da sociedade, afastada das franjas radicais, almeja a pacificação.

Os dois líderes populares, portanto, precisam desde já começar a apontar a intenção de apaziguar a nação.

Um país fraturado, como está o Brasil, enfrenta maiores dificuldades para avançar em reformas e na formação de entendimentos que possibilitem a superação de entraves graves que se refletem em áreas como educação, saúde, economia e ambiente.

Eleição que desperta paixões...2

É imperioso mencionar outros dois pontos. Em primeiro lugar, merece reconhecimento, outra vez, o trabalho exemplar da Justiça Eleitoral, que com as urnas eletrônicas assegurou uma apuração ágil e um processo de lisura irretocável.

Deve ser celebrado ainda o comportamento dos brasileiros no domingo de eleições. A população deu uma ampla demonstração de maturidade e espírito democrático.

O temor de um significativo número de episódios de violência não se confirmou e, fora algumas intercorrências, como longas filas em algumas seções, a votação transcorreu normalmente.

Que este espírito majoritário de respeito às divergências se repita no segundo turno e contagie os candidatos, seus correligionários e apoiadores mais fiéis.

Se assim for, o maior vencedor será o país.

Votação e contraste

Os eleitores brasileiros garantiram boa votação a candidatos que rejeitaram as orientações de cientistas e autoridades de saúde durante a pandemia do novo coronavírus, mas também asseguraram o mandato de parlamentares que atuaram na CPI da Covid no Senado.

Dois ex-ministros da Saúde do governo Bolsonaro durante a pandemia tiveram destinos distintos. O general Eduardo Pazuello (PL) recebeu 205 mil votos e foi o segundo deputado federal mais votado no Rio.

Por outro lado, o médico Luiz Henrique Mandetta (União Brasil), demitido por divergir de ordens de Bolsonaro contra o isolamento social, perdeu a disputa ao Senado no Mato Grosso do Sul para a ex-ministra da Agricultura Tereza Cristina (PP), apoiada por Bolsonaro.

No Amazonas e na Bahia, o resultado foi o inverso. Dois integrantes da CPI saíram vitoriosos das urnas. O senador Omar Aziz, presidente da Comissão, foi reeleito para mais oito anos no Senado. Na Bahia, o senador Otto Alencar (PSD) também foi reeleito. Ambos tiveram atuação destacada na comissão.

Recenseamento e mais coleta

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que prorrogará a coleta em campo do Censo Demográfico até o início de dezembro. O trabalho de levantamento de informações em campo, que teve início em 1º de agosto, estava previsto para se estender apenas até o fim de outubro.

O instituto está enfrentando dificuldades para contratar trabalhadores em determinados locais. Em todo o país, o IBGE conta com 95.448 recenseadores em ação no momento, apenas 52,2% do total de vagas disponíveis.

Até 2 de outubro, foram recenseadas 104.445.750 pessoas, em 36.567.808 domicílios, o equivalente a 49% da população estimada no país. No Censo Demográfico de 2010, já tinham sido recenseados à essa altura da coleta 86,9% da população.

O Coordenador do Curso de Medicina do Centro Universitário UNDB, Prof. Dr. Ivan Figueiredo, com a Reitora Profa. Dra. Ceres Murad, a Presidente do Conselho Administrativo do Grupo Dom Bosco, Profa. Dra. Elizabeth Rodrigues e Graciana Cordeiro, Diretora Acadêmica da UNDB
O Coordenador do Curso de Medicina do Centro Universitário UNDB, Prof. Dr. Ivan Figueiredo, com a Reitora Profa. Dra. Ceres Murad, a Presidente do Conselho Administrativo do Grupo Dom Bosco, Profa. Dra. Elizabeth Rodrigues e Graciana Cordeiro, Diretora Acadêmica da UNDB

 

Trote Solidário do Curso de Medicina da UNDB

A primeira grande lição dos futuros médicos em formação: vale tudo para salvar uma vida!

O Curso de Medicina do Centro Universitário UNDB promove nessa quarta-feira dia 5, das 9h às 18h, uma ampla campanha de doação de sangue. Será um dia inteiro voltado para a solidariedade e um ato que pode salvar muitas vidas.

Trata-se da campanha “Trote Solidário”, uma iniciativa do Curso de Medicina da UNDB em prol do Hemomar, visando aumentar os estoques de sangue que são sempre necessários para a época de fim de ano.

A ação é voltada prioritariamente para todos os alunos e comunidade acadêmica da UNDB, mas também aberta a todos da comunidade externa, que podem e devem participar.

 Trote Solidário na UNDB...2

Vale lembrar que pode doar sangue qualquer pessoa com os seguintes requisitos: adultos entre 18 e 60 anos, acima de 50kg; não possuir nenhum tipo de doença crônica e não ter ingerido bebida alcóolica nas últimas 12h antes da doação.

Quem estiver apto é só comparecer das 9h às 18h na sede da UNDB na Av. Cel. Colares Moreira, 443, no Renascença II.

O que vai ser rápido e sem efeitos colaterais para o(a) doador(a) é na verdade um passaporte para a vida de muitas pessoas, já que uma única doação, cerca de 450 ml de sangue, equivale a uma bolsa de sangue que pode ajudar a salvar até 4 vidas. E quem já doou sangue pode repetir a ação, passados 3 meses da última doação.

 Para escrever na pedra:

“Oposição é como grama de jardim, tem o direito de viver, mas não tem o direito de crescer”. De João Agripino, político paraibano.

TRIVIAL VARIADO

No Maranhão, até o começo da tarde de ontem nenhum dos candidatos derrotados na eleição para chefe do Executivo estadual, teve o gesto civilizado e democrático de cumprimentar o governador eleito Carlos Brandão. Ele nada comentou, mas deve ter registrado a falta de elegância dos concorrentes.

Está provado: sobrenomes não bastam. As urnas mostraram que ser herdeiro de um sobrenome de político famoso não basta para um bom desempenho nas eleições. Dos filhos, netos e sobrinhos de políticos tradicionais que concorreram em todo o país, a grande maioria ficou pelo caminho.

PL lidera eleições na Câmara dos Deputados, seguido por federação encabeçada pelo PT. Nova Pádua é o município mais bolsonarista do Brasil; cidade do Piauí dá maior votação a Lula.

Quatro anos depois, Nova Pádua, na serra gaúcha, voltou a ser a localidade mais bolsonarista do Brasil. A cidade deu a Jair Bolsonaro (PL) a maior votação percentual entre todos os municípios do país no primeiro turno das eleições de 2022.

Já a vitória mais folgada de Lula em todo o Brasil ocorreu na cidade de Guaribas, no Piauí. Lá, o petista fez 2.966 votos, ou seja, 92,14% do total. Bolsonaro fez 180 votos (5,59%).

Na lista da Forbes dos 10 estados com mais bilionários no Brasil, o Maranhão comparece com quatro nomes. Um deles é o dono do Mateus, Sr. Ilson Mateus.

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