ORDEM JUDICIAL

Justiça decreta prisão preventiva de oito vereadores de Turilândia

Pedido de prisão foi feito pelo Ministério Público e os vereadores são suspeitos de descumprirem medidas judiciais e de desvio de verba pública no valor de R$ 56 milhões.

Mirante News FM

Atualizada em 11/02/2026 às 18h15
Tribunal de Justiça decretou a prisão de 8 vereadores de Turilândia por descumprimento de medidas cautelares.
Tribunal de Justiça decretou a prisão de 8 vereadores de Turilândia por descumprimento de medidas cautelares. (Foto: Reprodução)

TURILÂNDIA - Após requerimento do Ministério Público do Maranhão, o Tribunal de Justiça do Maranhão decretou, na terça-feira, 10, a prisão preventiva de oito vereadores de Turilândia por descumprimento de medidas cautelares e obstrução da instrução criminal. O requerimento do MPMA, assinado pelo procurador-geral de justiça, Danilo de Castro, foi ajuizado na última sexta-feira, 6.

Nesta quarta-feira, 11, o Ministério Público do Maranhão deu cumprimento aos mandados de prisão de Gilmar Carlos Gomes Araújo, Mizael Brito Soares, José Ribamar Sampaio, Nadianne Judith Vieira Reis, Sávio Araújo e Araújo, Josias Fróes, Carla Regina Pereira Chagas e Inailce Nogueira Lopes. 

A manifestação do MPMA baseia-se no descumprimento reiterado de medidas cautelares impostas em dezembro de 2025, quando a prisão preventiva dos parlamentares havia sido substituída por monitoramento eletrônico e proibição de contato entre os investigados.

Operação Tântalo II

O processo é um desdobramento da Operação Tântalo II, desencadeada pelo MPMA no final de dezembro de 2025, e que investigou uma organização criminosa comandada pelo prefeito de Turilândia, José Paulo Dantas Filho (Paulo Curió). A ação original resultou na prisão de diversas autoridades locais, incluindo o prefeito, a vice-prefeita, vereadores e empresários da região.

De acordo com procedimento investigatório instaurado no Gaeco, há indícios da prática dos crimes de organização criminosa, fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de capitais. Os prejuízos causados ao patrimônio público foram estimados em mais de R$ 56 milhões.

Assista. 

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