Turilândia

Thiago Josino, interventor de Turilândia diz que fará auditoria e relatório em 90 dias

Thiago Josino afirma que prioridade será analisar contratos, licitações e garantir serviços essenciais como saúde, educação e assistência social.

Ipolítica, com informações da TV Mirante

Thiago Josino, interventor de Turilândia
Thiago Josino, interventor de Turilândia (Reprodução/TV Mirante)

SÃO LUÍS – O interventor Thiago Josino Carrilho afirmou em entrevista à TV Mirante que o primeiro passo da intervenção em Turilândia será a elaboração de um relatório circunstanciado sobre a situação administrativa do município. Segundo ele, o documento deverá ser apresentado no prazo de 90 dias, conforme previsto na decisão judicial que determinou a medida.

De acordo com o interventor, o relatório vai reunir informações sobre a realidade orçamentária e financeira, além da organização administrativa e funcionamento da gestão municipal, para que seja possível construir um diagnóstico e propor medidas para condução do processo.

Relatório vai apontar cenário da gestão municipal

Durante entrevista, Thiago Josino explicou que o relatório será essencial para apresentar um panorama completo do município e orientar os próximos passos da intervenção.

Segundo ele, o levantamento envolverá a análise de pontos como orçamento, finanças e estrutura administrativa da prefeitura.

A intenção, conforme destacou, é identificar com clareza quais são os principais problemas enfrentados pela gestão e quais medidas serão necessárias para garantir o funcionamento regular da administração pública.

Equipe será formada por especialistas em contratos e licitações

O interventor também informou que está em fase de montagem da equipe que irá auxiliá-lo na condução do Executivo municipal.

Segundo ele, a intervenção exige diferentes habilidades técnicas e, por isso, busca profissionais com experiência em áreas estratégicas da gestão pública, como contratos e licitações.

Thiago Josino afirmou que pretende reunir especialistas capazes de complementar as necessidades da administração municipal e dar suporte à execução do trabalho durante o período da intervenção.

Interventor cita apoio de outros órgãos do Estado

Thiago Josino destacou ainda que a intervenção é diferente da gestão tradicional de um município, por se tratar de uma atuação do Estado dentro da administração municipal.

Segundo ele, além da equipe própria, a intervenção contará com apoio de outros órgãos e estruturas do Estado para garantir a aplicação das políticas públicas e assegurar o funcionamento do município.

Licitações e contratos são apontados como fragilidades

O interventor afirmou que já existem elementos relevantes envolvendo processos licitatórios no município, considerados um dos pontos mais sensíveis e frágeis da administração.

Ele citou que a forma como as licitações foram conduzidas e como os contratos foram executados será um dos principais focos da intervenção.

Thiago Josino disse que já participou de reuniões no gabinete da desembargadora Graça Amorim, que determinou as prisões relacionadas ao caso, e também esteve com o Ministério Público do Maranhão (MPMA), além de conversar com o procurador Haroldo Paiva, responsável por conduzir o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Segundo ele, o objetivo é reunir informações que ajudem a esclarecer a condução de processos administrativos e a execução dos contratos firmados pela prefeitura.

Serviços essenciais serão prioridade 

Apesar do foco na análise técnica e administrativa, o interventor afirmou que a prioridade será garantir o funcionamento dos serviços públicos essenciais.

Thiago Josino destacou que pretende direcionar o olhar para a população e assegurar a continuidade de áreas consideradas fundamentais, como:

  • saúde
  • educação
  • assistência social
  • segurança

Ele ressaltou que a intervenção deve garantir que os serviços básicos sigam funcionando e que a população não seja prejudicada durante o processo.

TCE terá atuação direta na intervenção

O interventor explicou que a participação do Tribunal de Contas do Maranhão (TCE-MA) está prevista na decisão judicial que determinou a intervenção em Turilândia.

Segundo ele, o órgão deve disponibilizar uma equipe de técnicos e auditores para realizar uma auditoria in loco, com análise detalhada da execução orçamentária e financeira do município, o que inclui a avaliação de contratos e despesas.

Além disso, Thiago Josino destacou que o Tribunal de Contas também deverá atuar na fiscalização e na análise da prestação de contas da gestão anterior, para identificar o que pode ter ocorrido de forma irregular.

Ele afirmou ainda que, além das investigações criminais já em curso, existem outros elementos administrativos relacionados à prestação de contas que caberá ao TCE-MA analisar.

Relação com a Câmara Municipal

Ao comentar sobre a relação com o Legislativo, Tiago Josino disse que já esperava movimentação na Câmara Municipal após as prisões, com a convocação de suplentes para recompor o parlamento.

Segundo ele, a intervenção prevê atribuições voltadas à chefia do Poder Executivo municipal, sem interferência direta na atuação legislativa. Ainda assim, afirmou que será necessária interlocução institucional para garantir o funcionamento completo do município.

O interventor afirmou que, caso identifique necessidade de medidas adicionais durante o período de intervenção, poderá oficiar instituições competentes, incluindo o Tribunal Regional Eleitoral, para assegurar providências que atendam às demandas da população.

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