PONTO FINAL

Ministério público alerta para nova greve a partir de quarta-feira (11)

Promotora Lítia Cavalcanti afirma que falta diálogo e aporte financeiro para evitar paralisação dos rodoviários.

Mirante News FM

Atualizada em 09/02/2026 às 09h57
Promotora de Defesa do Consumidor, Lítia Cavalcanti em entrevista ao Ponto Final com Jorge Aragão.
Promotora de Defesa do Consumidor, Lítia Cavalcanti em entrevista ao Ponto Final com Jorge Aragão. (Wesly Lima / Mirante News FM)

SÃO LUÍS - A crise no transporte público coletivo voltou ao centro do debate durante entrevista concedida na manhã desta segunda-feira (09) pela promotora de Defesa do Consumidor, Lítia Cavalcanti, ao programa Ponto Final, da Mirante News FM. Na conversa com o jornalista Jorge Aragão, a representante do Ministério Público detalhou os motivos que levaram ao ajuizamento de uma ação civil pública e alertou para a possibilidade de uma nova greve dos rodoviários já a partir da quarta-feira (11), caso não haja avanço nas negociações. Segundo a promotora, a paralisação pode ocorrer por falta de pagamento dos trabalhadores. 

“Quarta-feira de manhã, muito provavelmente, se nada de diferente acontecer, os rodoviários vão paralisar por falta de pagamento”, frisou.

Subsídio e risco de paralisação na semana do carnaval

Durante a entrevista, Lítia Cavalcante explicou que o ponto mais sensível da atual crise é o subsídio do transporte coletivo, mecanismo utilizado para evitar que o custo integral do sistema recaia sobre o usuário. Ela destacou que o Ministério Público tentou, por diversas vezes, resolver a situação por meio do diálogo com a Prefeitura, mas não obteve retorno. A promotora afirmou que a ausência de resposta levou à judicialização do tema, em meio greve geral do transporte público.

De acordo com a promotora, a falta de definição sobre o valor real do subsídio compromete o pagamento dos trabalhadores e ameaça a continuidade do serviço, especialmente em um período de grande circulação na cidade.

“O pior é a gente ficar sem ônibus a partir de quarta-feira e sem previsão de retorno”, destacou. 

Ela ressaltou ainda que a paralisação impacta não apenas os usuários, mas também o comércio, os serviços de saúde, a educação e a economia local, sobretudo às vésperas do Carnaval.

Assista.


 

 

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