Covid-19

Governador descarta lockdown nesse momento no Maranhão

Todas as medidas discutidas na reunião desta segunda-feira (1º) serão analisadas pelo prazo de dez dias a contar da data da publicação do decreto, que acontece nesta terça.
Imirante.com01/03/2021 às 19h37
Governador descarta <i>lockdown</i> nesse momento no MaranhãoDino disse, ainda, que a partir desta terça-feira (2) começa a debater com o setor privado quais a medidas restritivas. ( Foto: Rafaelle Froés / Grupo Mirante)

MARANHÃO – O governador Flávio Dino fez uma reunião, nesta segunda-feira (1º), para debater a necessidade de adoção das medidas de restrição total (lockdown) das atividades sociais e comerciais não essenciais, com o objetivo de reduzir o avanço do novo coronavírus (Covid-19) no Estado.

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Segundo o governador Flávio Dino (PCdoB), nesse momento não será realizado o lockdown no Estado. Dino disse, ainda, que a partir desta terça-feira (2) começa a debater com o setor privado quais a medidas restritivas serão adotadas na Gande Ilha (São Luís, Raposa, São José de Ribamar e Paço do Lumiar) e nas outras cidades mais afetadas pelo novo coronavírus (Covid-19).

Flávio Dino falou que uma das primeiras ações que irá tomar para conter a Covid-19 no Maranhão será a suspensão do funcionalismo público. Além disso, o governo também deseja fazer uma expansão do transporte público em São Luís.

"Houve um consenso no sentido de não ter lockdown. Nós estamos descartando nesse momento, ou seja, nesta semana, qualquer decisão sobre o lockdown. O que nós faremos, muito provavelmente, é a edição de normas e de decisão de vários orgãos que aqui estão no sentido de fazer com que certas atividades deixem de ocorrer durante um período, provavelmente 10 dias. Nós teremos restrições para grandes aglomerações, eventos que envolvam muitas pessoas, eventos festivos. Nós iremos fazer essa suspensão, porque são oportunidades para que o coronavírus se prolifere", disse Flávio Dino.

Todas as medidas discutidas na reunião desta segunda-feira (1º) serão analisadas pelo prazo de dez dias a contar da data da publicação do decreto, que acontece nesta terça. Caso haja agravamento da situação epidemiológica no Estado, as medidas poderão ser revistas.

Estiveram presentes na reunião o secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula, o prefeito de São Luís, Eduardo Braide, o Defensor Público Geral, Alberto Pessoa Bastos, o Procurador-Geral de Justiça, Eduardo Nicolau, o Presidente do Tribunal de Justiça, Lourival Serejo, o Direto Geral do Tribunal de Justiça (TJ), Mario Lobão, o Vice-presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Washington Oliveira, o presidente a Assembleia Legislativa do Maranhão (ALEMA), Othelino Neto, o secretário da Secretaria de Estado de Cidades e Desenvolvimento Urbano (Secid), Márcio Jerry, o Procurador do município de Paço do Lumiar, Adolfo Fonseca, a Superintendente do Hospital Universitário da UFMA, Joyce Santos, o Prefeito de Raposa, Eudes Barros, o Vice-prefeito Raposa, Márcio Greik, a Ass. da Secetraria de Saúde de Raposa, Mauriane Moura, o prefeito de São José de Ribamar, Dr. Julinho, o Secretário Adjunto Comunicação de São Luís, Igor Almeida, o Secretário-chefe, Marcelo Tavares, o secretário Marcos Pacheco, Simplício Araújo da Seinc, a prefeita de Paço do Lumiar, Paula, o presidente da Famem, Erlânio Xavier, o secretário Diego Galdino, o presidente da Emserh, Marcos Grande, o Chefe do Gabinete Militar, Coronel Leite, Karla Trindade.a de Estado Extraordinária de Articulação das Políticas Públicas.

O secretário de saúde, Carlos Lula, falou sobre as necessidades sanitárias e o número de solicitações diárias no Estado. "Nós fizemos um contexto, entre as necessidades sanitárias e junto com elas, as necessidades sociais, a gente já ter algum tipo de restrição neste momento. É fundamental é isso, ouvir a sociedade, apontar em que sentido, de forma consensual a gente pode caminhar. A gente de fato tem um estresse muito grande do sistema de saúde do Maranhão, seja em Imperatriz, seja em São Luís, seja na região de Santa Inês também, ou na região Bacabal. A gente tem um número de solicitação diárias muito maior que a média dos últimos três ou quatro meses. Então essas medidas são indispensáveis para que a gente não tenha um colapso do sistema de saúde, para que a gente não tenha pessoas perdendo a vida sem ter leito hospitalar. Por isso a gente tem que tomar essas medidas neste momento, tem que haver restrição social, tem que haver restrição de pessoas, para que a gente possa conter a disseminação da doença"

Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass)

O presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Carlos Lula, divulgou nesta segunda-feira (1º) uma carta com sugestões de medidas urgentes contra o iminente colapso das redes pública e privada de saúde diante do aumento dos casos do novo coronavírus (Covid-19) no Brasil.

Segundo o Conass, o país vive pior momento da pandemia, com patamares altos em todas as regiões, que falta condução nacional unificada e coerente da reação à pandemia.

O conselho diz, ainda, que é preciso proibir eventos presenciais, inclusive atividades religiosas, suspender aulas presenciais em todo o país, adotar toque de recolher nacional, fechar bares e praias, ampliar testagem e acompanhamento dos infectados e criar um Plano Nacional de Comunicação para esclarecer a população da gravidade da situação.

Nova cepa no Maranhão

O Maranhão confirmou, na noite de sexta-feira (26), o primeiro caso da variante brasileira P.1 da Covid-19, originalmente identificada no Amazonas. A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES).

Boletim SES

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) informou, em boletim divulgado na noite desta segunda-feira (1º), que o Maranhão tem 5.074 mortes e 219.632 casos confirmados do novo coronavírus (Covid-19). De acordo com a SES, foram contabilizados 22 óbitos e 318 pessoas infectadas pelo coronavírus nas últimas 24 horas no estado, sendo 102 na Grande Ilha de São Luís, 12 em Imperatriz e 204 nos demais municípios.

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