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O sobe e desce dos preços

Toyota, Volkswagen e Hyundai aumentaram preços de parte de suas linhas, com exceção do Yaris Sedan, que teve valores reduzidos.

Por: Lucia Camargo Nunes*

- Atualizada em 30/05/2022 às 15h46
Tiggo 3X da Caoa Chery. (Divulgação)
Tiggo 3X da Caoa Chery. (Divulgação)

BRASIL - Inflação, falta de componentes, aumento de custos e repasse de desconto no de IPI têm influenciado nos preços dos carros, para cima e para baixo.

Na semana passada, a Toyota reajustou os valores dos sedãs Yaris e Corolla. O sedã médio teve altas que vão de R$ 1.040 a R$ 3.720. O Corolla GLI agora parte de R$ 146.390, o XEI foi para R$ 152.690 e o Altis Premium está por R$ 175.390. O Altis Hybrid subiu R$ 3.500 e agora custa R$ 177.590. O Corolla mais esportivo, GR-S, foi o que mais aumentou (R$ 3.720) e agora é tabelado em R$ 187.090.

Alguns reajustes são estratégicos. Caso do Yaris Sedan. A Toyota reduziu os preços de todas as versões, entre R$ 700 e R$ 900. Agora, o sedã compacto parte de R$ 96.890 na versão de entrada XL, a intermediária XS sai a R$ 105.490 e a topo XLS caiu para R$ 117.590.

SUVs Volkswagen mais caros

A inflação dos carros é forte na Volkswagen. Já reajustados em março, Nivus, T-Cross e Taos voltam a ter aumento de preços. Do SUV Nivus, a versão de entrada Comfortline agora custa R$ 119.550, enquanto a Highline foi para R$ 136.270.

A versão de entrada Sense do T-Cross parte de R$ 110.690. Acima dessa, a 200 TSI está por R$ 132.970. A Comfortline 200 TSI agora custa R$ 149.670 e a Highline 250 TSI sai a R$ 159.930.

O Taos foi o que teve maior reajuste: R$ 2 mil na Highline, agora por R$ 206.950. A configuração Comfortline do Taos está por R$ 177.460.

Hyundai também remarca

Além de Toyota e Volkswagen, outra marca que reajustou preços foi a Hyundai. Começando pelo HB20, aumentado entre R$ 300 e R$ 800. Entre as oito versões, a de entrada Sense 1.0 MT5 sai a R$ 70.990 e vai até R$ 104.990 na opção Platinum Plus 1.0 TGDI AT6.

O sedã HB20S teve aumento linera de R$ 300: agora a opção mais em conta Vision parte de R$ 78.690 enquanto a mais cara, a Platinum Plus passou para R$ 108.390.

O SUV Creta também teve aumento de R$ 300, exceto na configuração Platinum 1.0 TGDI + Teto solar AT6 que subiu R$ 1.300 e agora custa R$ 148.790. Enquanto a Vision GTDI MT começa em R$ 115.790, a Ultimate salta para R$ 160.990. Mas o preço com maior aumento foi o da antiga geração do Creta, Action 1.6 AT6, agora por R$ 106.690, alta de R$ 2.300.

(Atenção: os preços informados são baseados em Brasília e podem ser maiores em alguns estados, conforme a incidência de ICMS.)

Mudanças na Caoa geram demissões e contratações

A Caoa Chery anunciou o fechamento por três anos da planta em Jacareí (interior de São Paulo), que será reformada, readequada e modernizada para em 2025 passar a produzir apenas veículos elétricos e híbridos.

As demissões de 480 funcionários, contudo, foram suspensas enquanto empresa e Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região negociam o destino desses colaboradores.

O sindicato quer negociar a manutenção dos empregos com a continuidade da produção do sedã Arrizo 6 Pro nesta fábrica, que segundo a decisão do grupo, passaria a ser importado da China.

Tiggo 3x sai de linha 

Além do fechamento da fábrica, outra “bomba” foi o anúncio da descontinuidade do SUV compacto Tiggo 3x, com menos de um ano desde seu lançamento. No início do ano, a Caoa Chery já havia tirado de linha o Tiggo 2, por não atender às novas normas de emissões do Proconve L7.

Ainda este ano, a marca quer atingir a venda de 60 mil unidades.

Anápolis aumenta turno

Enquanto isso, a Caoa Montadora, com fábrica em Anápolis, Goiás, anunciou a contratação de 385 colaboradores para iniciar o 2º turno de produção. Lá são fabricados os Caoa Chery Tiggo 5X, Tiggo 7 Pro e Tiggo 8 e os Hyundai HR e HD80 (caminhões leves).

De acordo com o CEO da Caoa, Mauro Correia, só neste ano houve a criação de 789 novos postos de trabalho diretos novas vagas serão preenchidas em breve. As novas contratações fazem parte de um plano de investimentos em 5 anos de R$ 1,5 bilhão iniciado em 2020.

*Lucia Camargo Nunes é economista e jornalista especializada no setor automotivo. 

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