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A volta por cima da Honda: veja cinco lançamentos

Entre novidades nacionais e importadas, marca de origem japonesa planeja comercializar mais 3 SUVs e 2 sedãs no Brasil.

Lucia Camargo Nunes*

- Atualizada em 25/04/2022 às 14h30
2023 Honda HR-V americano. (Foto: Honda)
2023 Honda HR-V americano. (Foto: Honda)

BRASIL - Depois de enxugar sua linha por diferentes motivos, a Honda anunciou nada menos do que cinco novidades para o mercado brasileiro: três SUVs, um sedã e um sedã esportivo. Desses, dois serão produzidos aqui.

É um bom momento de renovação para a Honda, que completa 30 anos de operações no Brasil e 25 de produção. O novo line-up começou com a chegada da nova linha City – sedã e hatch, com a despedida de veteranos. O Civic nacional deixou de ser produzido no final de 2021. A Honda também tirou de linha na mesma época o Fit, o WR-V e o HR-V.

HR-V, Civic, novo SUV, CR-V e Civic Type R

A Honda já adiantou que o próximo lançamento será em agosto, o HR-V, em quatro versões: duas com o motor 1.5 aspirado, já aplicado no New City, com calibração para deixá-lo um pouco mais potente, e duas com o inédito motor 1.5 turbo flex, especialmente desenvolvido para o mercado brasileiro.

Nova geração do Civic.
Nova geração do Civic.

No fim do ano chegará a 11ª geração do Civic, agora importada e em única versão, híbrida, a mesma tecnologia e: HEV 2.0 do Accord.

Para 2023, serão mais três novos carros, por ora importados. Um deles será um SUV médio inédito, baseado no novo Civic. Poderá gerar confusão, porque será similar ao HR-V norte-americano. Mas aqui terá outro nome. Alguns brincam que poderá ser chamado de Civic Cross, em alusão ao seu principal concorrente, o Toyota Corolla Cross.

Fechando sua gama de SUVs, a Honda importará o CR-V (maior, do porte do Toyota RAV4), que também será híbrido.

Para finalizar, a cereja do bolo será o novo esportivo Civic Type R, outra opção inédita no Brasil, também importado.

Honda Civic Type R. (Foto: Honda)
Honda Civic Type R. (Foto: Honda)

Os alemães que se cuidem: BYD apresenta sedã elétrico de luxo

A BYD abriu a pré-venda do elétrico Han por R$ 539.990. A estratégia é ousada: a marca chinesa quer colocar este sedã grande (quase 5 metros de comprimento) no patamar de um esportivo para competir com similares de marcas premium, do calibre de BMW, Audi, Mercedes-Benz e Porsche.

Um dos destaques é o conjunto de baterias de lítio-ferro-fosfato (de baixo peso) de 76,9 kWh que prometem 550 km de alcance. Num carregador rápido, bastam 10 minutos para lhe dar 135 km de autonomia.

O motor elétrico duplo, um em cada eixo, rende 494 cv (363 kW), capaz de leva-lo a 100 km/h em 3,9 segundos. Por dentro, a cabine conta com acabamentos de couro, madeira e alumínio, multimídia de 15,3” e pacote completo de segurança.

A rede de concessionárias da BYD está em formação, com parcerias importantes de grupos do porte da Eurobike, GNC, Parvi, Dahruj, Saga e Servopa, entre outros. A chinesa quer chegar até o final de 2023 com 100 concessionárias nomeadas.

A estreia da marca ocorreu no primeiro trimestre deste ano, com o Tan EV, primeiro SUV de sete lugares totalmente elétrico.

O popular dos elétricos

A Renault deu um passo importante na sua estratégia de eletrificação. A marca abriu a pré-venda do Kwid E-tech, versão elétrica do seu modelo de entrada, que chega com o cartaz de ser o “elétrico mais acessível” do mercado: R$ 142.990. As entregas começam em agosto.

Desta forma, a marca de origem francesa tira da JAC Motors o elétrico mais em conta: o E-JS1 é vendido por R$ 164.900. Em comum, JAC e Renault elétricos são importados da China. A Renault ainda vende o Zoe, que custa R$ 240 mil.

De acordo com a Renault, o E-tech possui bateria de 26,8 kWh, com a qual roda 265 km em ciclo misto (cidade-estrada). Só na cidade pode chegar a 298 km de autonomia. Em um posto de carga rápida por 40 minutos, a bateria lhe dá alcance de 190 km. Em uma tomada doméstica pode levar 9 horas.

O motor é especial para o mercado brasileiro: são 65 cv (48 kW) capaz de levá-lo a 130 km/h de velocidade máxima.

Nas contas da Renault, o custo por km rodado é de R$ 1,30, similar ao de um modelo 1.0 com câmbio manual. As três primeiras revisões custarão a metade do valor de um Kwid flex.

Ford lança Transit Furgão

Em mais um passo de sua nova estratégia no mercado brasileiro, a Ford lança a versão furgão da Transit de sua nova divisão de veículos comerciais.

Importada do Uruguai, vem nas versões L2H3 (que leva até 1.222 kg e 10,7 m³ de carga) por R$ 239.900, e L3H3 (1.181 kg e 12,4 m³) a R$ 245.900. Para dirigir o furgão, basta ter CNH categoria B.

O motor é o mesmo: 2 litros turbodiesel de 170 cv acoplado à transmissão manual de seis marchas. O comercial utiliza aditivo Arla 32.

As duas versões vêm equipadas com direção elétrica, ar-condicionado, volante multifuncional, multimídia de 8”, assistente de partida em rampas e sistema start-stop (desliga o motor em paradas, como no semáforo).

É um segmento relativamente concorrido. Seus principais concorrentes são Mercedes-Benz Sprinter, Fiat Ducato e Renault Master. A nova Transit está à venda na rede de concessionárias Ford, que hoje conta com 100 pontos pelo país.

*Lucia Camargo Nunes é economista e jornalista especializada no setor automotivo. 

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