PH: A festa que nos une
E mais: SESI Folia 2026 foi sucesso
A festa que nos une
Todos os anos, uma parcela expressiva da população toma as ruas país afora e, durante alguns dias, esquece as mazelas do cotidiano para celebrar uma das tradições nacionais mais inclusivas e exuberantes.
Os blocos, desfiles e bailes carnavalescos proporcionam uma catarse festiva que, além de oferecer um saudável desafogo individual, simboliza a superação coletiva de antagonismos ideológicos e sociais para dar forma a um espetáculo inigualável no mundo.
Em uma sociedade cada vez mais polarizada, a felicidade compartilhada deveria servir como lembrete de que temos bem mais laços em comum do que orientações políticas ou classes econômicas distintas por vezes fazem supor.
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Em todo o território nacional, as recentes disputas eleitorais deixaram marcas profundas. O radicalismo em favor de um ou de outro lado do espectro político abriu fendas familiares, desfez amizades e criou um ambiente geral pouco favorável ao diálogo e à busca do entendimento.
O caldeirão das redes sociais estimula o ódio e a divergência nesta e em outras esferas da vida pública, do futebol à religião.
Por isso, a visão de brasileiros comemorando juntos ao som de marchas carnavalescas que atravessam décadas ilustra o resgate momentâneo de um traço do ethos tipicamente brasileiro: a atenuação de divergências por meio da alegria e do bom-humor.
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Antes de um convite à alienação, como acusam seus eventuais detratores, a festa é também uma importante oportunidade de aprimoramento dos serviços públicos e de estímulo à economia e ao turismo.
É sempre válido enfatizar que folia não é sinônimo de permissividade ou de desorganização. Não se suspendem, durante o período de festejos, normas civilizatórias fundamentais como o respeito às mulheres – estejam vestidas com mais ou menos roupas – e a obediência às leis em geral, com atenção especial à proibição de combinar o consumo de álcool com a condução de veículos.
Da mesma forma, a celebração massiva não exime o poder público de cumprir suas funções com excelência. Na verdade, a comunhão popular a céu aberto desafia governantes e autoridades a aprimorar suas práticas de gestão para garantir que o contentamento generalizado não dê lugar a frustrações.
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No Rio de Janeiro, por exemplo, para onde acorrem anualmente milhões de turistas do mundo inteiro para pular Carnaval, parte dos policiais exibe distintivos indicando que fala outros idiomas, a fim de acolher melhor os visitantes de outros países. A recepção amistosa, além de ser um gesto de humanidade, ajuda a multiplicar os impactos econômicos benéficos da festa que deverá movimentar uma cifra estimada em R$ 5,9 bilhões somente na economia carioca neste ano.
Mesmo em locais onde os desfiles não contam com a mesma projeção internacional, a exemplo do Maranhão, eles cumprem uma importante função cultural e econômica regional, que exige atenção e investimento adequados do poder público.
Quando cessar o toque dos tamborins, na Quarta-Feira de Cinzas, será hora de voltar a uma realidade nem sempre agradável. Resta torcer para que os dias de celebração conjunta, independentemente de distinções políticas ou sociais, deixem como legado uma dose mínima de tolerância e unidade aos brasileiros. E em especial, aos maranhenses.
SESI Folia 2026 foi sucesso
O SESI Folia 2026 levou milhares de pessoas ao SESI Clube Araçagi no último sábado (4). A festa contou com shows de artistas maranhenses e programação para crianças e adultos ao longo do dia com muita segurança e alegria.
Voltado aos trabalhadores da indústria, o evento também recebeu moradores da Grande Ilha. O público encontrou música, espaço para convivência e opções de alimentação em clima de carnaval de clube.
A programação foi distribuída entre o período da tarde e da noite, com apresentações musicais e bailinho infantil.
Famílias inteiras participaram das atividades no mesmo espaço.
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Edilson Baldez, presidente Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA) e diretor regional do Serviço Social da Indústria do Maranhão (SESI-MA) falou sobre o evento. “O SESI Folia já faz parte do calendário da instituição. Reunimos comunidade, industriários e empresários em um espaço voltado às famílias. É importante e motivo de prazer ver a participação do público em mais uma edição”, afirmou Baldez.
Já a superintendente regional do SESI-MA, Regina Sodré destacou a proposta do evento. “É um carnaval direcionado às famílias, com estrutura de segurança e serviços. Criamos condições para que todos possam participar”, declarou.
A organização manteve parceria com a Recicla Paço para coleta e destinação de resíduos gerados durante a festa. A ação integrou as medidas socioambientais adotadas pelo SESI-MA.
Entre as atrações, o bailinho infantil contou com desfile de fantasias, presença de personagens e apresentação da banda Unidunitê em ritmo carnavalesco. À noite, subiram ao palco Jegue Folia, Kizoeira, Vagabundos do Jegue e Bicho Terra.
DE RELANCE
Nova vitória de Rayssa Leal
Rayssa Leal conquistou no último sábado o título da Street League Skateboarding (SLS) de Sydney, primeira de sete etapas da temporada. A maranhense de Imperatriz terminou a disputa com 30,1, à frente da japonesa Liz Akama (29,2) e da australiana Chloe Covell (24,7).
A skatista, dona de duas medalhas olímpicas, começou com notas baixas (5,8 e 3,8) bem atrás de suas adversárias (6,9 e 6,2 de Akama e 7,3 e 8,0 de Covell), mas conseguiu se recuperar e, em sua melhor tentativa, obteve 8,4.
Aos 18 anos, Rayssa enfrenta rivais ainda mais jovens. A japonesa nasceu em 2009, e a australiana, em 2010. Todas já com participação olímpica. Akama foi vice-campeã em Paris-2024, edição em que a brasileira conquistou o bronze.
A próxima etapa da SLS acontece em Los Angeles, no dia 4 de abril. O Brasil abrigará duas disputas, em agosto e dezembro.
Maquinário e apreensão
Fiscais da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa) do Pará apreenderam, no último sábado (14), uma máquina agrícola motoniveladora e inversores fotovoltaicos na Coordenação de Controle de Mercadorias em Trânsito do Gurupi, em Cachoeira do Piriá.
A máquina, avaliada em R$ 220 mil, saiu de Belém com destino a Itapecuru-Mirim, no Maranhão, mas as notas fiscais apresentaram irregularidades, sem o destaque do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) devido.
Após consulta aos sistemas, a fiscalização constatou que a empresa emissora não era optante do Simples Nacional e que a operação não se enquadrava como venda de ativo imobilizado.
A nota foi desconsiderada, o equipamento retido e lavrado Termo de Apreensão e Depósito no valor de R$ 42,2 mil.
Mais um troféu
O filme brasileiro “O Agente Secreto” acrescentou na noite de ontem mais um troféu à sua estante.
O longa de Kleber Mendonça Filho recebeu o troféu de Melhor Filme Internacional do Independent Spirit Awards.
Adolpho Veloso, outro representante brasileiro na disputa, ganhou na categoria de melhor fotografia por seu trabalho em “Sonhos de Trem”.
O Spirit Awards é considerado como a principal premiação do cinema independente dos Estados Unidos.
Os dois filmes também disputam o Oscar 2026, cuja cerimônia está marcada para o próximo dia 15 de março.
Embargo contra Cuba
O embargo dos EUA contra Cuba, intensificado com restrições ao fornecimento de petróleo por terceiros países, tem impacto direto na vida da população. Energia é base de tudo: transporte, hospitais, água, alimentos.
Quando falta combustível, surgem apagões, escassez e filas. Embora sanções sejam justificadas como pressão política, o custo imediato recai sobre civis que não decidem rumos geopolíticos.
A questão central é humanitária: até que ponto é legítimo impor medidas cujo preço cotidiano é pago pelo povo?
Realismo mágico
O primeiro governo Donald Trump não tinha nem uma semana quando um livro escrito quase sete décadas antes voltou a figurar na lista de best-sellers.
1984 (1949), de George Orwell, um romance sobre um futuro dominado pelo autoritarismo e pela hipervigilância, parecia refletir não apenas o acabrunhamento geral da nação, mas o império dos “fatos alternativos” (aquilo que nossos avós costumavam chamar carinhosamente de mentira) - expressão que naqueles dias ainda causava algum espanto.
Passados quase 10 anos, as distopias literárias continuam em alta. Além de 1984 (que teve um crescimento de vendas de cerca de 9.500% em 2017), voltaram à lista dos mais vendidos clássicos como O Conto da Aia (1985), de Margaret Atwood, Admirável Mundo Novo (1932), de Aldous Huxley, e Fahrenheit 451 (1953), de Ray Bradbury. Enquanto isso, na prateleira de não ficção, multiplicaram-se os títulos dedicados a temas como a crise da democracia e a nova harmonização facial do fascismo.
Não há biblioteca que chegue para dar conta de tanto realismo mágico.
Perda de sono no Carnaval
Muita gente em Brasília e em outras capitais não está conseguindo dormir neste Carnaval, depois que a Polícia Federal quebrou o sigilo de cinco celulares de Daniel Vorcaro, o dono do Banco Master.
Políticos temem a divulgação de vídeos de câmeras escondidas em festas luxuosas promovidas pelo banqueiro em mansões, onde autoridades eram recebidas com bebidas importadas, comidas e “convidadas”.
Nos encontros em Trancoso e no Rio de Janeiro, convidados entregavam seus celulares na entrada, mas Vorcaro mantinha câmeras de segurança.
A PF analisa essas imagens para identificar quem frequentava as propriedades de luxo e se as festas serviam de cenário para negociatas.
Há diferenças fundamentais entre os casos Master e Jeffrey Epstein, nos Estados Unidos. Lá, houve processos, prisão e material robusto probatório. Aqui, trata-se de uma investigação em curso. Lá, a natureza do crime dizia respeito a tráfico sexual de menores. Aqui, a investigação é sobre fraudes financeiras.
Potencial explosivo
Mas há semelhanças: festas privadas envolvendo elites econômicas e políticas, suspeita de registro de imagens e potenciais constrangimentos, que, se vazados, terão potencial explosivo.
Além dos vídeos, a perícia recuperou áudios e mensagens deletadas que citam nomes do Supremo e do Congresso.
Os investigadores buscam confirmar se imóveis de luxo, como uma mansão de R$ 36 milhões em Brasília, foram usados para comprar influência e facilitar a venda do Master para o BRB.
A retirada de Dias Toffoli da relatoria e o recuo do STF são apenas um capítulo dessa novela brasileira. Novas cenas, no país do Carnaval, devem vir até a Quarta-Feira de Cinzas. _
Para escrever na pedra:
“Carnaval é o momento em que o Brasil se enche de cores, música e liberdade. É quando a paixão pela folia se transforma em energia contagiante e cada sorriso vira um convite para celebrar a vida. Deixe o ritmo do samba inspirar seus dias e viva essa festa com o coração aberto e o espírito leve. Viva o Carnaval, a festa mais colorida e animada do ano!”. De autor desconhecido.
TRIVIAL VARIADO
“Frustante”: A imprensa norueguesa exaltou Lucas Pinheiro após ouro pelo Brasil nos Jogos de Inverno e lamentou a “perda” do atleta.
Declínio populacional: Pesquisadores da Universidade Federal da Paraíba estão mobilizados em busca de uma solução para evitar a extinção dos jumentos no Brasil.
Fórum: pela primeira vez Belém do Pará sediará, nos dias 9 e 10 de março, o X Encontro do Fórum Norte e Nordeste da Indústria da Construção (FNNIC), reunindo representantes de 16 estados para discutir temas como habitação, infraestrutura e desenvolvimento urbano, além de fortalecer a articulação entre o setor produtivo, instituições financeiras e poder público.
Debates: A programação inclui debates sobre financiamento habitacional, FGTS, Novo PAC, descarbonização e uso de inteligência artificial na construção civil.
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