PH: Roseana passa bem
E mais: Rebanhão em São Luís
Roseana passa bem
Os familiares e amigos da ex-governadora do Maranhão, ex-senadora e atual deputada federal Roseana Sarney (MDB) respiraram aliviados na noite de terça-feira (10 de fevereiro), após fazerem uma corrente de orações pelo pronto restabelecimento de saúde da política e guerreira maranhense.
Durante a tarde, Roseana passou por um delicado e bem-sucedido procedimento cirúrgico, sem intercorrências, realizado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, para a retirada de um tumor cancerígeno do tipo triplo negativo, no seio esquerdo.
Em nota divulgada às 21h, o Hospital informou que Roseana está bem e deve permanecer em unidade semi-intensiva, sendo acompanhada pela equipe médica do Prof. Dr. Roberto Kalil e pelos médicos Dr.Artur Katz, Dr. Raul Cutait, Dra. Marianne Pinotti, Dr. Marcelo Sampaio e Dr. Cyrilo Cavalheiro Filho.
Nesse mesmo horário, cercada por familiares e já superado o efeito da anestesia, Roseana se alimentou normalmente e já tinha sido informada do sucesso do procedimento médico.
As lições de Bad Bunny a Trump
Há muitas lições escondidas – quase cifradas – na apresentação de Bad Bunny no Super Bowl, no domingo, nos Estados Unidos.
A primeira delas é estratégica, quase militar. Como numa operação de cavalo de Troia, a mensagem chegou ao destinatário certo, Donald Trump, de maneira muito mais eficiente do que se o astro porto-riquenho tivesse tentado cantar na abertura da Copa do Mundo.
Ali, seria facilmente barrado por telefonemas presidenciais e pela diplomacia silenciosa que une a Casa Branca e a Fifa, sob o comando de Gianni Infantino. No Super Bowl, não. O Super Bowl é um templo. É patriotismo em estado bruto. E era evidente que Trump estaria olhando.
A segunda lição está no tempo. Não foi em junho, quando o Mundial começa, mas em fevereiro – num momento de inflexão histórica da política americana. O gesto de Bad Bunny irrompe no exato instante em que os Estados Unidos retomam, sem disfarce, uma doutrina estratégica antiga travestida de slogan: “America First” – que, traduzido sem pudor, significa brancos, anglo-saxões e, de preferência, heterossexuais, para os americanos.
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Semanas depois da primeira intervenção armada dos EUA na América do Sul e, internamente, sob o avanço de uma política repressiva do ICE, a polícia migratória, o palco escolhido não poderia ser mais cirúrgico.
A terceira lição exige freio no impulso simplificador. É preciso resistir à tentação de tratar os Estados Unidos como um bloco monolítico – erro comum, alimentado por vieses ideológicos de todos os lados.
Os EUA não são Donald Trump, assim como Israel não se resume a Benjamin Netanyahu, nem o Brasil pode ser reduzido a Lula ou a Jair Bolsonaro.
Há fraturas, dissensos, atritos internos. No caso americano, esse mosaico é constitutivo: foi forjado por séculos de imigração. O detalhe irônico é que o próprio Trump é filho de um alemão com uma escocesa – uma biografia que contradiz o discurso que ele hoje tenta impor.
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A quarta lição veio como uma aula básica – e necessária – de geografia. Chamar os Estados Unidos de “América” é um hábito cultural, não uma verdade cartográfica. A América é um continente inteiro, dividido em Norte, Central e Sul, formado por 35 países independentes, entre eles o Brasil.
Quando Trump proclama que está tornando a “América grande de novo”, fala menos de um território e mais de uma apropriação simbólica.
Por fim, talvez a lição mais silenciosa – e mais poderosa. A história avança, mesmo quando os governos tentam puxar o freio de mão. Setores econômicos dos Estados Unidos, entre eles a NFL, avançam apesar da agenda governamental. O convite a Bad Bunny aconteceu apesar do desgosto de Trump. E isso diz muito – não só sobre cultura, mas também sobre comércio internacional, meio ambiente e relações globais.
Governos passam. Às vezes, deixam escombros. Trump pode impor barreiras, espernear contra a energia limpa, gritar slogans para as arquibancadas. Ainda assim, o jogo continua – e, vez ou outra, a mensagem entra pelo lugar mais improvável: o show do intervalo.
O império dos penduricalhos
Além de abrir um debate oportuno e necessário sobre altos salários no serviço público e sobre a eternamente emperrada reforma administrativa, a decisão do ministro do STF Flávio Dino de suspender temporariamente o pagamento de verbas remuneratórias e indenizatórias sem sustentação legal, no âmbito dos três poderes, tem o mérito adicional de chamar a anomalia pelo seu verdadeiro nome: penduricalho.
Em seu despacho do último dia 5, na condição de relator de uma Reclamação Constitucional ajuizada pela Associação dos Procuradores Municipais do Litoral Centro-Sul do Estado de São Paulo, o ministro maranhense utilizou três vezes o termo considerado pejorativo e ofensivo por quem se beneficia de vantagens autoconcedidas para driblar o teto constitucional das remunerações no serviço público.
Se em sua acepção original e gramatical a palavra significa algo pendurado, pendente, mais especificamente um adorno, no setor público ganhou conotação de complemento salarial permanente para determinados servidores e motivo de descrença dos contribuintes na própria legislação.
Drones e poder destrutivo
No século 19, a metralhadora mudou o caráter da guerra. No século 21, os drones estão fazendo o mesmo.
Os VANTs (veículos aéreos não tripulados), nome oficial dos drones, já eram utilizados com frequência pelos Estados Unidos no Iraque e no Afeganistão, mas foi a guerra na Ucrânia que transformou o combate contemporâneo, com o uso do equipamento não apenas para disparar munição, mas também para, ele próprio, carregar explosivos – o que, ao ser arremessado contra um alvo, transforma o aparelho em um drone “kamikaze”.
Assim, um equipamento de baixo custo passa a ter alto poder destrutivo.
Condenados à pobreza
O seguro-defeso, pago pelo governo federal e que deveria proteger os pescadores artesanais durante a piracema, até agora não chegou a nenhum profissional.
Há quem afirme que a demora nos pagamentos ocorre por uma falha na transição da gestão do benefício, que até o final de outubro era responsabilidade do INSS e, depois, passou para o Ministério do Trabalho.
Para os pedidos mais recentes, feitos a partir de 1º de novembro do ano passado, a promessa é regularizar ainda neste mês, com um novo lote liberado nos próximos dias.
Mas, para o período de defeso anterior a novembro, ainda não há uma resposta definitiva.
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A mudança para o ministério ocorre em uma tentativa de combater fraudes, exigindo inscrição no Cadastro Único e biometria.
Só que um aspecto burocrático está condenando os pescadores à miséria. Muitas famílias já perderam tudo e, agora, enfrentam a falta de dinheiro. São pessoas obrigadas a fazer “bicos” para sustentar filhos, têm a luz cortada e, suprema desgraça, estão vendendo os motores dos próprios barcos para sobreviver.
Não é a primeira vez que esse atraso ocorre e, infelizmente, sabemos, não será a última.
Daqui a alguns meses, não duvide, caro pescador e pescadora, algum político vai bater à sua porta pedindo o seu voto ou prometendo, se eleito, representá-lo. Duvide.
Imersão na Faene
A Faculdade de Negócios Faene promoverá, no dia 21 de março, das 14h às 18h, a Imersão Elevate para Empreendedores, evento voltado aos alunos da instituição interessados em ampliar seus conhecimentos e fortalecer a atuação no mercado. A iniciativa propõe uma experiência intensiva com foco no desenvolvimento de visão estratégica, mentalidade empreendedora e competências de liderança.
Durante a programação, os participantes terão acesso a conteúdos estratégicos, orientações práticas e oportunidades de networking qualificado, com o objetivo de contribuir para a aceleração da trajetória acadêmica e profissional.
A imersão será realizada na sede da própria instituição e integra as ações da faculdade voltadas ao incentivo do empreendedorismo e à preparação dos estudantes para os desafios do mundo dos negócios.
Lucas Lipe e Ricardinn
O Camarote Beira Dumar segue se consolidando como um dos espaços mais prestigiados do Circuito Vem Pro Mar, na Avenida Litorânea. Nesta sexta-feira (13), o camarote recebe uma programação musical diversificada, com shows dos cantores Lucas Lipe e Ricardinn, além dos DJs Cahio e Razuk, prometendo animar o público do início ao fim da noite.
A programação começa a partir das 18h, reforçando a proposta do espaço de oferecer uma experiência completa, que une conforto, boa música e um line-up que transita por diferentes estilos, característica que tem marcado a identidade do camarote ao longo do circuito.
No último domingo (8), o Beira Dumar foi palco do Bloquinho da Advocacia, evento que reuniu cerca de 500 advogados, evidenciando o sucesso e a força do camarote como ponto de encontro de diferentes públicos durante a programação carnavalesca.
Rebanhão em São Luís
A Renovação Carismática Católica (RCC) da Arquidiocese de São Luís do Maranhão realiza, entre os dias 15 e 17 de fevereiro, o 35º Rebanhão, maior encontro de Carnaval católico do estado. Com o tema “É Ele quem dá a todos a vida” (Atos 17, 25b), o evento convida fiéis de todas as idades a viverem um carnaval alternativo marcado pela fé, alegria, fraternidade e encontro pessoal com Jesus Cristo.
Em São Luís, o Rebanhão será realizado na sede da RCC, no bairro Angelim. Já em Rosário, o encontro será realizado no Ginásio Ferreirinha, reunindo participantes da Forania São Benedito e região.
A programação acontece das 8h às 17h, com entrada gratuita, e é voltada para crianças, jovens, adultos e famílias inteiras.
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O Rebanhão chega à sua 35ª edição consolidado como parte do calendário carnavalesco do Maranhão, oferecendo uma alternativa cristã para quem deseja viver o período com espiritualidade, animação e comunhão. Ao longo dos três dias, os participantes vivenciarão momentos de louvor, pregações, adoração ao Santíssimo Sacramento, missas, música e artes, conduzidos por lideranças da Igreja e da Renovação Carismática Católica.
Entre os destaques da programação estão reflexões sobre o amor de Deus, a salvação, o senhorio de Jesus, a conversão, o batismo no Espírito Santo e a presença materna de Maria na caminhada cristã. O evento contará com a presença do Arcebispo de São Luís, Dom Gilberto Pastana, além de pregadores e servos da RCC de âmbito arquidiocesano, estadual e nacional.
DE RELANCE
O fim da escala 6x1 ganhou força
O projeto que proíbe a escala semanal de seis dias de trabalho por um de folga passou a ganhar tração no Congresso Nacional.
Ao encaminhar a proposta à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos- PB), não se limitou a cumprir um rito regimental. O movimento foi interpretado nos bastidores como um sinal político claro de que o tema tende a figurar entre as prioridades da Casa, apesar da resistência expressiva que ainda enfrenta entre líderes partidários.
Enquanto a pauta era sustentada apenas por um grupo restrito de aliados, o fim da escala 6x1 era tratado como uma proposta de baixíssima viabilidade.
O cenário começou a se alterar quando o governo Lula identificou uma janela de oportunidade para incorporar o tema ao seu discurso político e transformá-lo em uma bandeira com potencial eleitoral.
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Diante do forte apelo junto à opinião pública, o Planalto passou a estimular o debate de fora para dentro e convenceu Motta de que a proposta pode render dividendos políticos a parlamentares de diferentes campos ideológicos.
A estratégia repete, em parte, a lógica adotada na campanha pela ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para salários de até R$ 5 mil.
Diante da resistência histórica do Congresso à taxação de dividendos e da alta renda, o governo apostou na mobilização da opinião pública ao construir a narrativa de tirar dos "super-ricos" para beneficiar os mais pobres.
Mesmo parlamentares contrários ao mérito da proposta acabaram votando a favor, receosos do desgaste político que uma posição frontalmente contrária poderia gerar junto ao eleitorado.
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As discussões sobre mudanças na jornada de trabalho permaneceram engavetadas por anos, travadas por articulações de bastidores e pela pressão de entidades empresariais. Por isso, o fim da escala 6x1 era considerado, até recentemente, um tema quase intransponível no Legislativo.
Agora, pressionados por suas bases eleitorais, deputados e senadores admitem que a pauta se tornou inevitável – e já articulam formas de modular o texto para reduzir seus efeitos sobre o setor produtivo.
Em ano eleitoral, o avanço da proposta impõe um desafio central ao governo e às lideranças do Congresso: construir uma solução de equilíbrio que não imponha efeitos colaterais relevantes sobre a economia, a competitividade das empresas e os níveis de produtividade.
Eletrônica no Al Mare
Na noite desta sexta-feira (13), o Camarote Al Mare será um dos grandes destaques do Circuito Vem Pro Mar, na Avenida Litorânea, ao receber o duo de música eletrônica Departamento. Consolidado como um dos espaços mais disputados do circuito, o camarote tem se destacado pela proposta inovadora e pela curadoria musical que dialoga diretamente com as tendências atuais da cena eletrônica.
A iniciativa de incluir a música eletrônica na programação do Al Mare é assinada pelos organizadores Luan Jorge e Halan Freitas, que apostam na diversidade sonora como forma de ampliar a experiência do público.
A escolha do duo Departamento está em total sintonia com o clima da avenida, pois no Corredor da Folia estarão Alok, Nattan e Chicabana, reforçando a conexão entre o camarote e a programação oficial do circuito.
Vem pro Mar
O Carnaval do Maranhão 2026 terá, mais uma vez, grandes nomes da música nacional. A programação oficial ocorre de 13 a 17 de fevereiro. Na Capital, o circuito Vem Pro Mar, na Avenida Litorânea, será um dos principais pontos da festa.
O espaço vai receber trios elétricos comandados por artistas como Anitta, Cláudia Leitte, Alok, Wesley Safadão, entre outros nomes de destaque.
A abertura, na sexta-feira (13), vai ser ao som de muito sertanejo e o melhor do forró com Nattanzinho. Depois o DJ Alok toma conta da festa e o dia finaliza com a apresentação da banda Chicabana.
Festa de Paraty
A Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) anunciou que a poeta Orides Fontela (1940–1998) será a autora homenageada da 24ª edição do evento, a ser realizado entre os dias 22 e 26 de julho.
Reconhecida por uma poesia concisa e despojada, a escritora tinha na natureza uma de suas principais inspirações: pássaros, flores e rios atravessam com frequência seus versos.
Segundo a curadora literária desta edição, Rita Palmeira, Orides ocupa um lugar central na poesia brasileira contemporânea.
Natural de São João da Boa Vista, no interior de São Paulo, Orides formou-se em Filosofia e atuou como professora primária e bibliotecária.
Ao longo da carreira, publicou livros marcantes como Transposição (1969), Helianto (1973) e Rosácea (1986). Com Alba, conquistou o Prêmio Jabuti em 1983, e com Teia recebeu, em 1996, o prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA).
Para escrever na pedra:
“O Carnaval é o momento em que a fantasia ganha vida”. De autor desconhecido.
TRIVIAL VARIADO
Em foco: Levantamento da Serasa aponta que maior parte do orçamento das famílias é direcionada para as compras no supermercado. Gastos elevados acabam limitando capacidade da população para investir em lazer, educação e atividade física
Vila Isabel: A dívida do Carnaval carioca com Heitor dos Prazeres será paga neste ano pela Vila Isabel, que levará à Marquês de Sapucaí o enredo ‘Macumbembê, Samborembá: Sonhei que um Sambista Sonhou a África’.
Na Sapucaí: No próximo dia 17 de fevereiro, a cantora, compositora e atriz pernambucana Louise estará na Marquês de Sapucaí como um dos nomes que integram o desfile da Grande Rio, escola que leva para a avenida um enredo em homenagem a Chico Science e ao movimento manguebeat.
Tem mais: Filha do artista recifense, ela participa do cortejo em um momento simbólico de celebração da memória, da potência cultural de Pernambuco e da força do manguebeat como movimento que segue reverberando no Brasil e no mundo.
Saiba Mais
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