Tribunal do Júri

Homem é condenado a 33 anos de prisão por matar mãe e filha por causa de "feitiçaria" 

Os crimes ocorreram no interior da casa das vítimas e a motivação seria uma suposta "feitiçaria" feita por elas contra a namorada do acusado.
Divulgação/CGJ-MA14/10/2021 às 18h02
Homem é condenado a 33 anos de prisão por matar mãe e filha por causa de "feitiçaria" A sessão de julgamento, presidida pelo juiz titular do 4º Tribunal do Júri, José Ribamar Goulart Heluy Júnior, ocorreu nessa quarta-feira (13), no Fórum Des. Sarney Costa (Calhau). (Foto: Divulgação)

SÃO LUÍS - O 4º Tribunal do Júri de São Luís condenou Leonardo dos Santos dos Passos a 33 anos de reclusão, pelos assassinatos de Raimunda Vânia Araújo e Patrícia Araújo Castro (mãe e filha), no dia 16 de março de 2015, no bairro Sol e Mar.

Os crimes ocorreram no interior da casa das vítimas e a motivação seria uma suposta “feitiçaria” feita por elas contra a namorada do acusado. Após o julgamento, o réu foi levado para a Penitenciária de Pedrinhas, onde já estava preso.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, o acusado e quatro adolescentes (dois meninos e duas meninas) teriam sido motivados a cometer os crimes por suposta “feitiçaria” realizada pelas vítimas contra uma das adolescentes, que seria namorada do réu.

Ainda conforme a denúncia, Leonardo dos Santos dos Passos estaria tendo um relacionamento com Patrícia Araújo Castro, e o grupo se reuniu para executar os crimes.

A sessão de julgamento, presidida pelo juiz titular do 4º Tribunal do Júri, José Ribamar Goulart Heluy Júnior, ocorreu nessa quarta-feira (13), no Fórum Des. Sarney Costa (Calhau). Atuou na acusação o promotor de justiça Frank Teles de Araújo e na defesa, o defensor público Fábio Marçal Lima. Leonardo dos Passos foi condenado pelos dois crimes de homicídio triplamente qualificado, por motivo fútil, asfixia e mediante recurso que impossibilitou a defesa das vítimas.

Na sentença condenatória, o juiz José Ribamar Goulart Heluy Júnior destacou que a culpabilidade do acusado deveria sofrer maior censura pela premeditação para a execução dos crimes, tanto que se juntou com quatro adolescentes, seguindo para a residência das vítimas com intuito de cometer os crimes, levando na mochila: cordas, facas, luvas e uma arma de fogo, como declarou, na audiência de instrução, Pedro da Conceição Castro, vítima sobrevivente.

Segundo consta na sentença, as circunstâncias dos dois crimes de homicídio “são desfavoráveis ao acusado, pelo fato dos crimes terem sido cometidos dentro da residência das vítimas, não respeitando a sagrada inviolabilidade do lar”.

O réu havia sido denunciado pela tentativa de latrocínio contra Pedro da Conceição Castro, pai de Patrícia Araújo Castro e esposo de Raimunda Araújo, crimes que foram desclassificados para lesão corporal e furto, ambos já prescritos. Pedro Castro foi esfaqueado ao tentar socorrer a esposa e a filha.


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