Análise

Governo do Estado: esquenta a corrida pelo Palácio dos Leões

Pré-candidatos ao Governo aproveitaram a comemoração do aniversário de São Luís para se aproximar do eleitorado ludovicense
Thiago Bastos da editoria de Política08/09/2021 às 15h32
Governo do Estado: esquenta a corrida pelo Palácio dos LeõesFoto: divulgação

SÃO LUÍS - Enquanto a pauta nas últimas horas se debruçou acerca do peso político do discurso do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), no estremecimento das instituições e elevação dos níveis de tensão entre os poderes, no campo político maranhense, os pré-candidatos ao governo maranhense seguem com suas agendas visando aproximação com o futuro eleitorado.

O mais recente episódio desta estratégia foi explicitada durante o aniversário de São Luís. Aproveitando-se da inserção nas redes sociais, pelo menos quatro pré-candidatos miraram as mensagens não somente na valorização cultural e social da cidade, mas também nos investimentos trazidos e aplicados por eles durante os seus mandatos.

O caso mais evidente do tipo foi capitaneado pelo senador da República, Weverton Rocha (PDT). Ele mencionou, em inserção gravada na região central da cidade, o início de “um novo ciclo de desenvolvimento”. Ao citar a história da cidade, o senador destacou ainda o controle da pandemia na capital. O pedetista fez questão de não mencionar, neste caso, o trabalho da Prefeitura de São Luís (liderado pelo prefeito Eduardo Braide, que não faz parte do campo de atuação política do senador), que ganha destaque nacional na vacinação.

Por sua vez, o ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior (PSD), apontado como uma espécie de terceira via a uma possível polarização na disputa prévia, mencionou o período que permaneceu como gestor da cidade. Ao citar imagens de intervenções urbanas, em especial praças e serviços de infraestrutura, o ex-gestor entregou uma cidade mais “bonita, moderna e acolhedora”.

Já o vice-governador Carlos Brandão, apontado por muitos como o pré-candidato de preferência pessoal do governador Flávio Dino (PSB), usou o tom no futuro e disse – ao relembrar os já investimentos feitos com sua ajuda via governo – que assim “permanecerá sem medir esforços”.

Em sua seara e campo de atuação, o secretário da Indústria e Comércio, Simplício Araújo (PSDB), disse que o “trabalho continuará”. No fim do mês passado, Brandão, Weverton e o prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahésio Bonfim, foram representados por “propaganda antecipada”.

Além de causar a intromissão do Ministério Público Eleitoral, a ausência de coesão na base governista de Flávio Dino (PSB) na condução de sua própria sucessão também causa nova troca de farpas entre atores. O mais recente episódio foi a polêmica do “vice”, encabeçada por Weverton Rocha.

O pedetista, ao desdenhar da função, em clara indireta à Brandão, causou a insatisfação de Flávio Dino que, de forma incomum, se manifestou politicamente em um domingo. A resposta foi imediata: Weverton correu para as redes sociais e pediu desculpas.

Pelo jeito, as desculpas não foram bem aceitas. Até agora, nada de resposta de Brandão. E a ruptura na base de apoio palaciana segue.

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