Altas temperaturas

Focos de queimadas podem aumentar este mês, no Maranhão

Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, já são 1.730 focos apenas nos primeiros 10 dias de setembro

Evandro Júnior / O Estado

- Atualizada em 11/10/2022 às 12h18
Somente neste mês já foram detectados 1.720 focos de queimadas no estado; agosto inteiro teve 2.162  focos
Somente neste mês já foram detectados 1.720 focos de queimadas no estado; agosto inteiro teve 2.162 focos (Queimada)

São Luís - Mais de 1.720 focos de queimadas foram registrados no Maranhão do início de setembro até agora, conforme dados divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que coloca o estado atrás apenas de Amazonas, Pará e Mato Grosso no que fiz respeito à quantidade de focos no período. Agosto finalizou com 2.162 focos, o que significa que o número de queimadas neste mês deverá ter um aumento percentual, uma vez que apenas começou.

O aumento do número de focos significa trabalho redobrado para o Corpo de Bombeiros, que até o mês de novembro desenvolve a campanha “Maranhão sem Queimadas”, cujos principais alvos são as regiões de Mirador e Balsas, que lideram o ranking das cidades com mais focos de incêndio este ano. As principais causas para as queimadas no Maranhão são naturais, como o clima quente, somado à ação criminosa do ser humano.

Fatores como baixa umidade do ar, altas temperaturas, vegetação seca, irradiação solar e ventos fortes influenciam com o aumento dos números. Muitas pessoas também contribuem, lançando pontas de cigarro e garrafas de vidro na vegetação seca, o que, com a irradiação solar, faz a vegetação pegar fogo em condições favoráveis de temperatura, pressão e umidade do ar.

Do início do ano, até agora, já são 7.040 focos de queimadas. No ano passado, o total de focos de incêndio no Maranhão chegou a 7.150, ou seja, uma redução de apenas 1%. Nas últimas 48 horas, o Inpe registrou 260 focos. Atualmente, os municípios com registros mais preocupantes são Mirador, Balsas, Fernando Falcão, Carolina, Alto Parnaíba, Parnarama, Riachão, Grajaú e São Félix de Balsas. Os bombeiros também combatem incêndios com muita frequência em Açailândia, Aldeias Altas, Barra do Corda, Passagem Franca, Benedito Leite, Tuntum, Amarante do Maranhão, Pastos Bons, Itinga do Maranhão e Loreto.

Por outro lado, há cidades com poucos ou nenhum registro dessa natureza, como é o caso de Pirapemas, Lima Campos, Matinha, Pindaré-Mirim, Presidente Vargas e São José de Ribamar. Dados mais recentes do Inpe dão conta de que as queimadas no Maranhão cresceram mais de 70% em comparação a 2019. No bioma Amazônia, o aumento das queimadas foi de 181% em julho. Apenas houve redução das queimadas na caatinga.

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