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Aproximação entre agentes e moradores no combate ao Aedes em SL

Ideia da Secretaria Municipal de Saúde é que agentes de endemias sejam conhecidos pelos moradores
27/02/2020 às 15h54
Aproximação entre agentes e moradores no combate ao Aedes em SLAgente durante visita a comunidade em São Luís (Divulgação/ Agência Rádio Mais)

Para combater a recusa dos moradores de São Luís em abrir as portas de casa para o trabalho dos agentes que realizam o combate ao mosquito Aedes aegypti, a Secretaria de Saúde de São Luís reorganizou o cronograma de visita dos 317 profissionais às residências. Agora, cada um deles é responsável por determinadas áreas da cidade. A ideia é que eles se tornem conhecidos pelos moradores. A expectativa das autoridades locais é que 80% dos imóveis da cidade recebam visitas desses profissionais neste ano.

A estratégia da pasta, que será intensificada em 2020, é manter o agente responsável pela fiscalização nas residências em uma localização fixa com o objetivo de criar um vínculo entre os moradores da região e os agentes. É o que explica o coordenador do Programa de Combate a Arboviroses da Prefeitura de São Luís, Pedro Tavares.

“Essa é a orientação inclusive para os moradores, chamando a atenção para que procurem identificar o agente, que não deixe somente a secretária que toma conta de sua casa saber identifique o agente, mas que o próprio dono da casa identifique saiba qual o agente responsável pela sua rua. É um vínculo que deve ser criado entre o agente e o morador da casa.”

Visitas

Atualmente, os agentes de endemias percorrem todos os bairros de São Luís, visitando residências em busca de focos do Aedes aegypti e orientando moradores. Cada imóvel é vistoriado de dois em dois meses por um profissional identificado e uniformizado.

Segundo as autoridades locais, os bairros de Monte Castelo, Cidade Olímpica, Bom Jesus e Coroadinho são os que concentram os maiores índices de infestação predial pelo mosquito.

Além do trabalho dos agentes de endemias, as autoridades de saúde reforçam o papel dos moradores no combate a focos do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. A recomendação do Ministério da Saúde é de que essa limpeza dentro de casa seja semanal.

Em 2019, São Luís registrou 1.039 casos de dengue, 188 de chikungunya e 534 de zika. Em caso de dúvidas, você pode entrar em contato com o departamento de Vigilância Epidemiológica pelo do telefone 3212-8282.

Com informações da Agência do Rádio.

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