Política | parasita

Sindicado dos professores de São Luís repudia declaração de Guedes

Para a entidade que representa a categoria dos professores, Paulo Guede desconhece a qualidade do trabalho desenvolvido pelos servidores públicos
10/02/2020 às 13h00
Sindicado dos professores de São Luís repudia declaração de GuedesReprodução

A Direção do Sindeducação de São Luís repudiou, por meio de nota, a declaração do ministro da Economia, Paulo Guedes, que atingiu servidores públicos de todo o país.

"A infeliz declaração ocorreu na última sexta-feira, 7, durante evento realizado pela Escola Brasileira de Economia e Finanças, quando em discurso, o ministro comparou funcionários públicos a 'parasitas' ao anunciar o envio da reforma administrativa ao Congresso Nacional nesta semana, destaca trecho da nota.

O Sindeducação condenou a postura do ministro e cobrou retratação pública.

"Para a entidade sindical, não apenas Guedes, mas todo o atual Governo desconhece a qualidade do trabalho desenvolvido pelos servidores públicos brasileiros, em especial, os professores, que têm sofrido ataque mais intenso. A declaração, na verdade, tenta responsabilizar os trabalhadores do Setor Público pela má gestão do Governo, em relação às contas públicas. A Administração Federal cancela investimentos na área pública, precariza setores essenciais como Previdência Social (INSS), Educação e Saúde, mas privilegia gastos com publicidade para defender pautas como a Reforma da Previdência e Abstinência Sexual", completou.

O sindicato também atacou o Governo Federal.

"Ser parasita é integrar um Governo que precariza as relações de trabalho; eleva tempo de idade e de contribuição dos trabalhadores para aposentadoria, mas premia o alto escalão das Forças Armadas com um novo Plano de Carreiras, e salários que chegam até R$ 33 mil; promove cortes na Educação Pública; incentiva a destruição do Meio Ambiente; entrega as Empresas Públicas aos especuladores estrangeiros, e o pior, implementa políticas de incentivo ao Mercado Financeiro, que não produz e apenas especula em cima dos trabalhadores que geram produção e renda", finaliza.

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