Estado Maior

Recuo

25/12/2019

O governador Flávio Dino (PCdoB) investiu tempo, dinheiro [com a publicidade institucional] e espaço na mídia nacional, para tentar consolidar-se como o principal adversário do presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL) e sair de 2020 como virtual candidato ao comando da nação em 2020.

Foram numerosas as viagens a Brasília, seguidas entrevistas a veículos do eixo centro-sul e centenas de provocações ao presidente por meio de seu perfil, em rede social.

Chegou a provocar mal estar junto a aliados históricos do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva ao tentar capitalizar a defesa do petista e ganhou críticas de analistas políticos, atentos ao cenário.

Toda a investida de Dino, contudo, não surtiu o efeito esperado. Com pouquíssima simpatia alimentada pelas principais lideranças da oposição no país, o comunista não conseguiu trânsito em Brasília.

Nem mesmo articular a bancada maranhense em votações simbólicas no Congresso Nacional, ele conseguiu.

Derrotado, por exemplo, na votação da Reforma da Previdência, silenciou quando deputados federais aliados ignoraram a sua orientação.

Silenciou e deixou claro, ao mesmo tempo, a falta de habilidade na construção de uma articulação política de alcance nacional.

E como não vingou, agora cogita aos aliados disputar uma vaga ao Senado Federal em 2022. E finge jamais ter falado em eleição presidencial.

Reagiu

O deputado federal Juscelino Filho (DEM), relator do projeto de lei que alterou o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), reagiu às críticas de um suposto favorecimento a cartéis no setor.

Em entrevista ao Bom Dia Mirante, conduzida por Roberto Fernandes, ele afirmou se tratar de “fake news” as acusações e disse ter se posicionado em favor da vida no trânsito.

Isso depois de a imprensa nacional ter afirmado que Juscelino “suavizou” as mudanças propostas pelo Governo Federal.

Ajustes

Juscelino Filho explicou ter feito ajustes no texto original encaminhado para a Câmara pelo Governo Federal, com foco no combate ao alto índice de acidentes e mortes no trânsito do país.

Entre as mudanças, está a manutenção da renovação da CNH de 10 em 10 anos apenas para condutores de 18 a 40 anos. O Governo havia sugerido esse prazo para motoristas de até 65 anos de idade.

Juscelino explicou que, depois de diversas análises, chegou a conclusão com o colegiado que, de 40 a 65 anos, o cidadão brasileiro passa por uma série de problemas de saúde que influenciam no seu desempenho ao volante. Isso inviabilizaria a renovação de 10 em 10 anos. Ele reduziu para 5.

Veto

O presidente da República, Jair Bolsonaro, afirmou que vai vetar as mudanças, se autorizadas pelo Congresso Nacional.

No seu discurso, ele fala em acabar com o monopólio dos Detrans, que credenciam clínicas para realização de inspeção de saúde.

Para ele, qualquer médico ou clínica pode fazer o mesmo serviço, sem estar necessariamente vinculado aos Detrans.

Ainda não

Coordenador da bancada maranhense no Congresso Nacional, Juscelino Filho (DEM), afirmou a O Estado que ainda não começou a discutir eventual reeleição para o posto.

Para permanecer na condução da bancada, o parlamentar terá de obter pelo menos 12 votos favoráveis.

Juscelino deve contar com o apoio do senador Weverton Rocha (PDT).

Relatório

A Comissão Mista de Mudanças Climáticas do Congresso Nacional aprovou na semana passada, por unanimidade, relatório apresentado pelo deputado federal Edilázio Júnior (PSD).

O documento trata, entre outros pontos, sobre todas as atividades do colegiado que dizem respeito ao monitoramento e fiscalização das ações referentes às mudanças climáticas no Brasil.

No relatório, o parlamentar destacou a importância do Fundo Amazônia e da regularização fundiária no combate aos conflitos de terras.

De olho

R$ 8.624.341,00 é o valor aberto pelo Governo do Estado ao Orçamento em favor de diversas unidades orçamentárias.

Desmatamento

O relatório também trata do combate ao desmatamento, com medidas emergenciais e a longo prazo.

O documento cita um pedido encaminhado por Edilázio ao Supremo Tribunal Federal e ao Conselho Nacional de Justiça, para que seja realizado mutirão de julgamento das ações civis públicas contra os responsáveis pela baixa ilegal da floresta.

O CNJ já respondeu e informou que solicitou ao Conselho Nacional do Ministério Público levantado sobre todas as ações em tramitação.

E mais

- O governador Flávio Dino pode sofrer duro golpe no seu grupo político, a disputa aberta entre Weverton Rocha e Carlos Brandão.

- A Assembleia Legislativa do Maranhão reajustou em pouco mais de 2% o vencimento de servidores efetivos e contratados.

- O governador Flávio Dino distribuiu crédito suplementar para várias pastas neste período de fim de ano.

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