Julgamento

Acusado de matar médico atropelado é condenado a 9 anos de prisão

Ele também teve a CNH suspensa pelo período de 1 ano; médico foi atropelado quando pagava promessa por ter se curado de um câncer

Nelson Melo / O Estado

- Atualizada em 11/10/2022 às 12h22
Gilson Carlos B. Ferreira foi condenado a 9 anos e 6 meses de prisão
Gilson Carlos B. Ferreira foi condenado a 9 anos e 6 meses de prisão (Gilson carlos acidente médico)

Foi condenado a 9 anos e 6 meses de prisão, em regime semiaberto, durante julgamento realizado na segunda-feira, 2, em Paço do Lumiar (região metropolitana de São Luís), Gilson Carlos Barros Ferreira. Ele estava sendo acusado da morte do médico urologista Luís Carlos Cantanhede, na MA-204, que dá acesso a São José de Ribamar, no dia 25 de março de 2018, quando a vítima seguia a pé na rodovia em pagamento a uma promessa por ter se curado de um câncer.

O Conselho de Sentença optou por considerar Gilson Carlos culpado, a partir das informações relatadas no inquérito policial. Ele respondia por homicídio com dolo eventual (quando a pessoa assume o risco de matar alguém). A sessão foi presidida pelo juiz Carlos Roberto de Oliveira Paula, titular da 2ª Vara de Paço do Lumiar. O magistrado disse que, como o réu já cumpriu, provisoriamente, 1 ano, 8 meses e 7 dias de reclusão, restam 7 anos, 10 meses e 15 dias de prisão para serem cumpridos em regime semiaberto.

Além disso, o juiz estabeleceu 10 dias-multa e suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para dirigir veículo automotor pelo período de 1 ano.

O caso

Na investigação, consta que o médico estava acompanhado de familiares, iniciando uma caminhada no bairro Olho d’Água, em São Luís, com destino ao Santuário de São José de Ribamar, com o intuito de pagarem uma promessa. No trajeto, Luís Carlos foi atropelado, por volta das 8h, na MA-204, nas proximidades do Cemitério Memorial da Pax União, bairro Nova Jerusalém, em Paço do Lumiar.

À frente do médico, caminhavam dois primos. Outros familiares estavam um pouco mais atrás, em uma distância de 150 metros do urologista. O carro guiado por Gilson Carlos é um Celta, que estava em alta velocidade, como é mencionado no inquérito policial. Ele teria perdido o controle da direção ao passar o veículo em cima de uma poça d’água. As bandas de rodagem do pneu posterior estavam desgastadas. O automóvel entrou na contramão da rodovia estadual e atingiu a vítima.

Luís Carlos foi arremessado contra o para-brisa do veículo conduzido por Gilson. O autor, depois que o Celta capotou, saiu do carro e discutiu com alguns moradores que apareceram para verificar o que havia acontecido. Em seguida, o acusado subiu na garupa de uma motocicleta e desapareceu. O motorista ainda foi perseguido por um agente penitenciário que passava no local. Depois, foi conduzido ao quartel da Polícia Militar mais próximo.

Os policiais militares, segundo os autos do processo, perceberam que o acusado apresentava sinais de embriaguez. No teste de alcoolemia, isso ficou constatado. Na delegacia, Gilson Carlos teria dito que, na data do acidente fatal, ingeriu duas garrafas de cerveja. Já na noite anterior, bebeu meio litro de conhaque.

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