Na manhã da última terça (1) o deputado César Pires (PV) fez uma série de denúncias envolvendo a saúde pública do estado. Pires fez uma série de denúncias contra o que, segundo ele, trata-se do desmonte da saúde pública no estado. “O número de ambulâncias vindas do interior aumentou 45%”, disse. As denúncias de Pires acarretaram em um choque de versões envolvendo o secretário de saúde Carlos Lula e o deputado estadual Yglésio Moyses (PDT).
AS DENÚNCIAS
César Pires iniciou suas denúncias acusando o governo de divulgar a inauguração de 42 cadeiras em São Luís para atendimento de hemodiálise. Contudo, apenas 14 cadeiras estão funcionando. O deputado ainda denunciou o afogamento dos socorrões em São Luís, que tiveram um aumento de cerca de 45% no número de ambulâncias oriundas do interior do estado. Além disso, Pires denunciou a diminuição nos atendimentos do Hospital de Traumatologia e Ortopedia (HTO), que, assim como o centro de hemodiálise, não funciona em capacidade suficiente para desafogar as demandas da saúde municipal.
César Pires denunciou a situação do hospital de Chapadinha que, de acordo com as denúncias, conta com apenas um médico. Bem como o desmonte do anexo de Presidente Dutra, localizado em Tuntum, e a transformação do hospital de Monção em um ambulatório. O deputado também relatou a falta de pagamento de fornecedores da UPA de Codó e Timbiras. Também foram relatadas outras situações de desmonte na saúde do interior que, segundo César Pires, contribuem para o aumento de demanda pela saúde pública em São Luís.
Durante seu discurso, Pires foi aparteado pelo também deputado Wellington do Curso (PSDB). “Ele (Flávio Dino) já fez isso (aumento do número de ambulâncias em São Luís) de forma premeditada nos anos de 2017 e 2018, quando distribuiu aquela grande quantidade de ambulâncias”.
POLÊMICA
A ação do deputado causou grande repercussão na quarta (2), quando o deputado estadual Yglesio Moyses (PDT) o acusou de fazer uso de notícias falsas para atingir o governo em discurso na Assembléia. Em réplica, César Pires afirmou que as informações sobre o HTO foram repassadas pelo próprio Yglesio. A consulta de Pires foi confirmada pelo próprio Yglésio que ainda confirmou críticas em relação à saúde pública do estado, como nos hospitais de Chapadinha e Matões. Yglésio ainda relatou conversa acontecida às 21h com o diretor do próprio HTO, Newton Gripp, que confirmou as dificuldades. “Começou o HTO fazendo 400 cirurgias e, por problemas que está de material, houve a necessidade de diminuir para cerca de 300”. Yglésio afirmou que o próprio secretário confirmou a diminuição nos atendimentos.
Mesmo relatando o número de 300 atendimentos por mês, Yglésio refutou a denúncia de César Pires de que o hospital faz cerca de 15 atendimentos por dia.
Em entrevista a TV Difusora o secretário Carlos Lula confirmou que há falta de recursos no sistema de saúde. “A gente chora todo dia. Porque os recursos são insuficientes”, disse. Carlos Lula também afirmou que o centro de hemodiálise de São Luís não funciona em sua totalidade. De acordo com o secretário, a situação se dá por falta de demanda. “Só tem 14 máquinas funcionando porque eu não tenho pacientes para a abertura das outras máquinas”, disse.
Apesar das declarações de Yglésio, Carlos Lula negou as denúncias de Pires em relação ao HTO.
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